Estás a eternamente a ser noiva.
Noiva de um viajante.
Talvez corsário, que,
Para sempre pertencerá ao mar.
E a ficar eternamente, à beira,
Do porto, da rodovia, da rodoviária.
A espreita, esperançosa,
De que um dia a viagem chegue ao fim.
Condenaste a ti mesma, no momento.
Em que teus olhos azuis,
Cruzaram de relance os meus.
Algemaste-te à ausência.
À viuvez sem morte;
E o tempo passará, e como passa,
E dia após dia estarás, como sempre,
Sozinha, etérea.
E noite após noite, só verá o negro.
Talvez luz refletida em gotas.
Estás condenada a ser rainha,
Com benesses e vícios.
Porém rainha, soberana,
De um príncipe sempre em guerra.
E que na dúvida
Cruel e penetrante,
De que volte mais um dia vivo.
De Prudêncio e Bertolo em MeuAmores.
domingo, 6 de outubro de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Equipos
Deixo para trás mais uma vez as agulhas,
Os equipos, os capotes, os exames.
E concomitantemente me dispo, disponho.
Voltando a me ser-me eu.
Esqueço, por um segundo, por segundo que seja,
a face horrenda da morte, que circunda,
O lugar maldito, escuro, disperso
Claro, limpo, descontaminado.
E da Divina cidade, que contemplo à janela
Espero o retorno, outrora.
Certo que nunca mais será a mesma.
O estiolamento que trazes a levará.
Neglicencio, por imperícia medonha,
O que significas, prédio de morte.
E tenho em mim, esperança,
Que nasce da vida que trazes.
Concedo a Ti, esposa cretina,
Amor eterno, consomes-me.
Mas por este mês terei amante.
Sentirei o cheiro e deliciarei-me.
Com cada letra, frase,
E tudo que intencionalmente não foi escrito.
E no silêncio em minha mente,
No arranjar das palavras,
Me deitarei, e se, estasiado, nunca acordar.
Subirei feliz, mas enrolado, abraçado, simbiótico,
No calhamaço manuscrito que faço de travesseiro.
Os equipos, os capotes, os exames.
E concomitantemente me dispo, disponho.
Voltando a me ser-me eu.
Esqueço, por um segundo, por segundo que seja,
a face horrenda da morte, que circunda,
O lugar maldito, escuro, disperso
Claro, limpo, descontaminado.
E da Divina cidade, que contemplo à janela
Espero o retorno, outrora.
Certo que nunca mais será a mesma.
O estiolamento que trazes a levará.
Neglicencio, por imperícia medonha,
O que significas, prédio de morte.
E tenho em mim, esperança,
Que nasce da vida que trazes.
Concedo a Ti, esposa cretina,
Amor eterno, consomes-me.
Mas por este mês terei amante.
Sentirei o cheiro e deliciarei-me.
Com cada letra, frase,
E tudo que intencionalmente não foi escrito.
E no silêncio em minha mente,
No arranjar das palavras,
Me deitarei, e se, estasiado, nunca acordar.
Subirei feliz, mas enrolado, abraçado, simbiótico,
No calhamaço manuscrito que faço de travesseiro.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Bacilo
E como diagnosticar tu, bacilo,
Que brotas de páginas e páginas,
Infiltra-nos peito de lágrimas.
E consome a todos esforços.
Vida vazia e medonha que és,
Que inflama e adormece, anestesia
O mais apaixonado coração.
Nos leva a amar o escarro,
Passado a cada módulo, dia.
Interna, em nós enterra.
O desejo de dissipar sua doença.
Colore, sem tinta, e em rosa e azul
Cora a face de não possuir-te.
Tu és bacilo, encontrado em meu ser.
Não há sequer tratamento,
Para tu que és feroz.
E come por dentro, apodrece,
O que de mim, resta humilde.
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores.
Que brotas de páginas e páginas,
Infiltra-nos peito de lágrimas.
E consome a todos esforços.
Vida vazia e medonha que és,
Que inflama e adormece, anestesia
O mais apaixonado coração.
Nos leva a amar o escarro,
Passado a cada módulo, dia.
Interna, em nós enterra.
O desejo de dissipar sua doença.
Colore, sem tinta, e em rosa e azul
Cora a face de não possuir-te.
Tu és bacilo, encontrado em meu ser.
Não há sequer tratamento,
Para tu que és feroz.
E come por dentro, apodrece,
O que de mim, resta humilde.
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Garimpo
E pego sem inspiração, e nada
Nada inspira, nada sinto,
Assim como anestesia.
Me fogem as palavras.
Do rearranjo que sempre me estão
Na mente, e mentem.
E me sinto como um nada,
Perdendo o que me torna eu,
Que me torna humano, perfeito,
Sublime, o que me leva ao infinito.
E é nessas horas que ajoelho,
E oro, agradeço ao Criador.
Sinto que faltarão as palavras,
Faltará inspiração.
Nem sempre as palavras serão estrelas,
Que se juntam em minha cabeça para formar o universo.
Às vezes serão difícil, como a lavra,
O garimpo em que meus antepassados
Ganharam a vida, serão difíceis,
Serão profundas, terei que cavucar,
Pedras duras para trazê-las à tona.
E como que mágica, com que não consigo explicar.
Estarão neste papel e em outros.
E cada vez que ocorrer.
Estarei pensando exatamente que agora,
Cada uma dessas palavras, que foram difíceis,
Me lembrarão de que não as consegui.
Nada inspira, nada sinto,
Assim como anestesia.
Me fogem as palavras.
Do rearranjo que sempre me estão
Na mente, e mentem.
E me sinto como um nada,
Perdendo o que me torna eu,
Que me torna humano, perfeito,
Sublime, o que me leva ao infinito.
E é nessas horas que ajoelho,
E oro, agradeço ao Criador.
Sinto que faltarão as palavras,
Faltará inspiração.
Nem sempre as palavras serão estrelas,
Que se juntam em minha cabeça para formar o universo.
Às vezes serão difícil, como a lavra,
O garimpo em que meus antepassados
Ganharam a vida, serão difíceis,
Serão profundas, terei que cavucar,
Pedras duras para trazê-las à tona.
E como que mágica, com que não consigo explicar.
Estarão neste papel e em outros.
E cada vez que ocorrer.
Estarei pensando exatamente que agora,
Cada uma dessas palavras, que foram difíceis,
Me lembrarão de que não as consegui.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
E foi.
Perdão querida, não me retorne ao passado.
Não tenho mais a timidez, o tempo tratou de levar.
Desculpe-me, não sou mais aquele, que um dia,
Inocentemente a prometeu amar...
Pus a perna no mundo, descobri, cresci.
Desci do velha árvore, pus os pés no chão,
E me preparo para voar, ao infinito.
Um dia, talvez, volte.
Os dias da vida consomem-se, findam.
E ainda que fizesse sentido voltar, não quereria.
Estou exatamente no meu lugar, e é este.
Não estou só, tenho todo amor, tenho toda paz.
Não tente retornar o que está morto.
A morte enfim, leva ao esquecimento,
Que enfim leva-nos a renascer, e como fênix,
Que das cinzas reagrupa-se, e revive.
Não me espere, me esqueça.
Não irei mais voltar.
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores...
Não tenho mais a timidez, o tempo tratou de levar.
Desculpe-me, não sou mais aquele, que um dia,
Inocentemente a prometeu amar...
Pus a perna no mundo, descobri, cresci.
Desci do velha árvore, pus os pés no chão,
E me preparo para voar, ao infinito.
Um dia, talvez, volte.
Os dias da vida consomem-se, findam.
E ainda que fizesse sentido voltar, não quereria.
Estou exatamente no meu lugar, e é este.
Não estou só, tenho todo amor, tenho toda paz.
Não tente retornar o que está morto.
A morte enfim, leva ao esquecimento,
Que enfim leva-nos a renascer, e como fênix,
Que das cinzas reagrupa-se, e revive.
Não me espere, me esqueça.
Não irei mais voltar.
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores...
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Por outra vez
Ouço o som da música,
E esta me leva dez anos no tempo.
Há dez anos não me imaginava,
Hoje ainda não imagino.
Não sou que quis ser,
Sou o que a natureza formou.
A pedra do rio que despenca
Cheia de espículas e desce o rio,
E ao final de sua jornada se arredonda.
Sou como a grama, a erva,
que é arrancada, moída, queimada.
Mas nasce outra vez,
Que é cortada frequentemente,
Mas insiste em continuar de pé.
Diga a Deus, ao Senhor do universo,
Ainda não estou pronto,
Sou um pouco arredio,
Peço mais uma volta do mundo,
Para sofrer um pouco mais,
Para chorar uma vez mais.
E insistir teimosamente em me por de pé.
E esta me leva dez anos no tempo.
Há dez anos não me imaginava,
Hoje ainda não imagino.
Não sou que quis ser,
Sou o que a natureza formou.
A pedra do rio que despenca
Cheia de espículas e desce o rio,
E ao final de sua jornada se arredonda.
Sou como a grama, a erva,
que é arrancada, moída, queimada.
Mas nasce outra vez,
Que é cortada frequentemente,
Mas insiste em continuar de pé.
Diga a Deus, ao Senhor do universo,
Ainda não estou pronto,
Sou um pouco arredio,
Peço mais uma volta do mundo,
Para sofrer um pouco mais,
Para chorar uma vez mais.
E insistir teimosamente em me por de pé.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Às Estrelas.
Sou um amante das estrelas,
Me tem em suas mãos,
Completamente.
São corpos sublimes, inertes.
E ao olharmos nos provam,
Provam por nosso sentido,
Sua etérea existência,
E mesmo sem necessariamente,
Ainda existir...
Estrelas são como pessoas,
Ainda existem, mesmo,
Ao deixar a terrena existência.
Estrelas são como amores, e sonhos.
Hoje sonhei que levava, você,
Para um lugar escondido, sozinhos,
Escuro e deserto.
E ao ter todo ambiente ao meu favor,
Tive primeiro vontade, e grande,
De lhe apresentar às estrelas.
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores
Me tem em suas mãos,
Completamente.
São corpos sublimes, inertes.
E ao olharmos nos provam,
Provam por nosso sentido,
Sua etérea existência,
E mesmo sem necessariamente,
Ainda existir...
Estrelas são como pessoas,
Ainda existem, mesmo,
Ao deixar a terrena existência.
Estrelas são como amores, e sonhos.
Hoje sonhei que levava, você,
Para um lugar escondido, sozinhos,
Escuro e deserto.
E ao ter todo ambiente ao meu favor,
Tive primeiro vontade, e grande,
De lhe apresentar às estrelas.
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores
terça-feira, 5 de março de 2013
Não vale à pena pisar.
O capim não foi plantado
nem tratado,
e cresceu. É força
tudo força
que vem da força da terra.
Mas o capim está a arder
e a força que vem da terra
com a pujança da queimada
parece desaparecer.
Mas não! Basta a primeira chuvada
para o capim reviver.
Manuel Rui em Meu amores.
nem tratado,
e cresceu. É força
tudo força
que vem da força da terra.
Mas o capim está a arder
e a força que vem da terra
com a pujança da queimada
parece desaparecer.
Mas não! Basta a primeira chuvada
para o capim reviver.
Manuel Rui em Meu amores.
Do fim
Falo do fim o fato eterno. Imutável.
Enfim, que o relato abstrai.
Me sinto mais louco, e perco
O total controle das faculdades. Ao ver-te.
Torno-me perigoso, com medo.
Procuro encontrar-te na noite,
Que ao dia, receoso me escondo.
Sou poeta do escuro, negro
A contemplo no tempo que passa, aproxima.
Ilusões que cultivo quando me deparo,
Como lunático que observa, e calcula,
E novamente se esconde e persegue, e se esconde.
Face a face devoro-te em sonhos,
E reviro suas entranhas, estranho.
Falo do fim. Do fim que programei.
O dia, a hora, o lugar, a arma, o álibi.
Do crime perfeito...
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores.
Enfim, que o relato abstrai.
Me sinto mais louco, e perco
O total controle das faculdades. Ao ver-te.
Torno-me perigoso, com medo.
Procuro encontrar-te na noite,
Que ao dia, receoso me escondo.
Sou poeta do escuro, negro
A contemplo no tempo que passa, aproxima.
Ilusões que cultivo quando me deparo,
Como lunático que observa, e calcula,
E novamente se esconde e persegue, e se esconde.
Face a face devoro-te em sonhos,
E reviro suas entranhas, estranho.
Falo do fim. Do fim que programei.
O dia, a hora, o lugar, a arma, o álibi.
Do crime perfeito...
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Família
É a realidade que me fere a face,
fere com mão cruel, impiedosa.
E o leva para longe, por mais uma vez.
E deixa Mãe chorando, à garganta.
Pareceu até, os tempos de antigamente,
Em que andávamos juntos, vivíamos juntos,
Tínhamos a chance de brigar, de discutir,
E olhar torto, e esquecer tudo isso.
É a vida que leva-me, leva minha família,
E que nos afasta por uma vez mais.
Nos distancia sempre, na estrada,
Estamos sempre, juntos e separados.
Saudoso tempo, de todos juntos,
De acordar sempre atrasado,
De brigar todos os dias.
E de poder chamar isso de família.
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