Ouço o som da música,
E esta me leva dez anos no tempo.
Há dez anos não me imaginava,
Hoje ainda não imagino.
Não sou que quis ser,
Sou o que a natureza formou.
A pedra do rio que despenca
Cheia de espículas e desce o rio,
E ao final de sua jornada se arredonda.
Sou como a grama, a erva,
que é arrancada, moída, queimada.
Mas nasce outra vez,
Que é cortada frequentemente,
Mas insiste em continuar de pé.
Diga a Deus, ao Senhor do universo,
Ainda não estou pronto,
Sou um pouco arredio,
Peço mais uma volta do mundo,
Para sofrer um pouco mais,
Para chorar uma vez mais.
E insistir teimosamente em me por de pé.
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