Na noite escura, da cidade da pedra escura,
Inauguro o óbito
Da minha nova visão.
Coloco o óculos,
Por pouco, o muito esforço, de ler.
Penso em todos, em todas.
As pessoas que neste ano,
Fizeram parte da minha vida,
Que o eu poético, poeta,
Descreveria em poucas palavras
Poucas frases, só uma. Tempo.
Ano de 2011, minha jornada,
Viagem a bordo da Pedra Negra,
Dos corações negros,
Dos olhos negros.
E no ciclo aterrorizante,
Aterrorizado vou à minha terra,
Terra qual fiz minha,
Amada não por ser terra, é desagradável.
Amada por tê-la feito minha.
2011 foi um ano, o ano,
Das minhas virtudes dos meus erros,
Do passado que volta e me fere a face,
Do futuro que é mais feroz, das esperanças, tentativas.
Hoje, daqui a pouco, sigo meu caminho,
Da Pedra Negra à Nova Morada.
Sigo deixando uma parte de mim,
Para encontrar a outra perdida tão distante...
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores! Adeus Itaúna, Morada que segue... Agora só ano que vem, esperando na vontade e bondade do Criador, de Cristo, Razão, início e fim de tudo!
domingo, 11 de dezembro de 2011
Artista Inveterado.
Existe o caso do artista inveterado, nasceu para ser artista!
Mas coitado! Só ele sabe disso. E exatamente por isso ele continua na perseguição.
E vem a frustração, desilusão, depressão, começa a fraquejar o coração.
Mas artista não desiste não, qual é? Tudo isso é motivo para uma reação.
Para um sentimento que não se sente, um espelho, uma mulher, uma situação.
E então o artista mente. E mente tanto que começa a confusão. Pois,
Ele não sabe mais se ele compreende, ou se ele é compreendido,
Se ele quer, ou se ele é querido, talvez ele não queira, o que?
Mas um dia chega a oportunidade, câmeras à sua frente,
Luzes em profusão, lá está o artista suando vaidade.
Mas como de praxe a alegria dura pouco, é tamanha emoção,
Que o artista morre louco...
E assim termina o início.
É o caso do artista inveterado, nasceu para ser artista!
Coitado! Só ele sabia disso...
Obra prima de Marcelo Gastaldi em Meu Amores...
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Ela
Sei que todos são, somos.
Entretanto algumas pessoas mais que são,
Deixam de ser.
Essa é a mulher da minha estória,
Que de tanto ser, chega a não ser.
Graciosa é, desliza ao vento,
Desliga o tempo,
Ao passar.
Loira com seu metro e meio,
Crescente, crescendo...
Disse que sendo deixa de ser,
Ela sendo linda, deixa-o de ser,
E mesmo linda,
Não faz disso a maior qualidade
Digo e em verdade,
Que é sua vontade, simpatia
É seu cartão de visita,
Que misturada com sua beleza
E graça, e todas as qualidades,
Fazem desta inconfundível,
Rara, ou simplesmente
Ela.
Entretanto algumas pessoas mais que são,
Deixam de ser.
Essa é a mulher da minha estória,
Que de tanto ser, chega a não ser.
Graciosa é, desliza ao vento,
Desliga o tempo,
Ao passar.
Loira com seu metro e meio,
Crescente, crescendo...
Disse que sendo deixa de ser,
Ela sendo linda, deixa-o de ser,
E mesmo linda,
Não faz disso a maior qualidade
Digo e em verdade,
Que é sua vontade, simpatia
É seu cartão de visita,
Que misturada com sua beleza
E graça, e todas as qualidades,
Fazem desta inconfundível,
Rara, ou simplesmente
Ela.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Olhos fechados
É tudo o que absolutamente nada
Faltar-te-ia em sua existência.
Marcas de longa caminhada
Abertos os braços, olhos fechados.
Jornada que é feita desta maneira,
Vida inteira de braços e tato,
Visão distante. Ou nem tanto.
É com os olhos fechados,
Que vemos nossas dificuldades
Nossas culpas, olhos fechados.
Não bem para isso, olhos fechados,
Para nossa humanidade.
Fechados para o que nos distrai,
Nossas vontades.
Se pudéssemos viver de olhos fechados,
Talvez faríamos coisas maiores,
Seríamos maiores,
Não existiriam impossíveis,
Que são dos olhos.
Não existiram vontades, que são dos olhos.
E o que vemos, e tanto importa,
Porém não importa,
Olhos fechados nos levariam
Mais longe em nossa caminhada.
São olhos fechados
E braços abertos,
Que mudam,
E mudaram,
Para sempre a Humanidade...
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores...
Faltar-te-ia em sua existência.
Marcas de longa caminhada
Abertos os braços, olhos fechados.
Jornada que é feita desta maneira,
Vida inteira de braços e tato,
Visão distante. Ou nem tanto.
É com os olhos fechados,
Que vemos nossas dificuldades
Nossas culpas, olhos fechados.
Não bem para isso, olhos fechados,
Para nossa humanidade.
Fechados para o que nos distrai,
Nossas vontades.
Se pudéssemos viver de olhos fechados,
Talvez faríamos coisas maiores,
Seríamos maiores,
Não existiriam impossíveis,
Que são dos olhos.
Não existiram vontades, que são dos olhos.
E o que vemos, e tanto importa,
Porém não importa,
Olhos fechados nos levariam
Mais longe em nossa caminhada.
São olhos fechados
E braços abertos,
Que mudam,
E mudaram,
Para sempre a Humanidade...
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores...
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Amáveis dias
São dias,
tantos e tão amáveis.
Não tão quanto,
penso.
Na verdade dias amáveis,
não são tantos,
São poucos.
Mas é que na memória,
insana, muito sim.
Guardo na mente
os melhores dias,
os mais amáveis.
Para que não me esqueça,
que existiram, desconheço,
se ainda existirão.
Mas sou grato,
tantos dias foram,
quantos dias.
Amanhã é mais um dia amável.
tantos e tão amáveis.
Não tão quanto,
penso.
Na verdade dias amáveis,
não são tantos,
São poucos.
Mas é que na memória,
insana, muito sim.
Guardo na mente
os melhores dias,
os mais amáveis.
Para que não me esqueça,
que existiram, desconheço,
se ainda existirão.
Mas sou grato,
tantos dias foram,
quantos dias.
Amanhã é mais um dia amável.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Nox
Noite, vão para ti meus pensamentos,
Quando olho e vejo, à luz cruel do dia,
Tanto estéril lutar, tanta agonia,
E inúteis tantos ásperos tormentos...
Tu, ao menos, abafas os lamentos,
Que se exalam da trágica enxovia...
O eterno Mal, que ruge e desvaria,
Em ti descansa e esquece alguns momentos...
Oh! Antes tu também adormecesses
Por uma vez, e eterna, inalterável,
Caindo sobre o Mundo, te esquecesses,
E ele, o Mundo, sem mais lutar nem ver,
Dormisse no teu seio inviolável,
Noite sem termo, noite do Não-ser!
Antero de Quental em Meu Amores...
Quando olho e vejo, à luz cruel do dia,
Tanto estéril lutar, tanta agonia,
E inúteis tantos ásperos tormentos...
Tu, ao menos, abafas os lamentos,
Que se exalam da trágica enxovia...
O eterno Mal, que ruge e desvaria,
Em ti descansa e esquece alguns momentos...
Oh! Antes tu também adormecesses
Por uma vez, e eterna, inalterável,
Caindo sobre o Mundo, te esquecesses,
E ele, o Mundo, sem mais lutar nem ver,
Dormisse no teu seio inviolável,
Noite sem termo, noite do Não-ser!
Antero de Quental em Meu Amores...
sábado, 21 de maio de 2011
Mais um ano de saudades
Vinte e um me chegaram
É mais um ano que passo
Sem teu beijo e teu abraço
O que vou comemorar?
Que graça tem esta data
Que já me foi importante
Mas por tu estar distante
Não tenho o que festejar
Eu rejeitei os convites
Que muitos tinham me feito
Rejeitei por que no peito
Trago uma dor sem tamanho
Dor essa de tão gigante
Me fez deixar de beber
E agora passo a viver
Como eu num ser estranho
Eu sei que não sou o mesmo
Que vivi de cana e festa
Pois a minha vida é esta
Cheia de dificuldade
Eu que fui tão sociável
Prefiro viver sozinho
Igualmente um passarinho
Que perdeu a liberdade
Parabéns de que? pergunto:
Parabéns por mais um ano
De tristeza e desengano
Que passo nesse lugar,
Por que não os pêsames?
Pois cada ano que avança
Vai morrendo a esperança
De quem jurou te amar
Welton Melo em Meu Amores... De que adianta?
É mais um ano que passo
Sem teu beijo e teu abraço
O que vou comemorar?
Que graça tem esta data
Que já me foi importante
Mas por tu estar distante
Não tenho o que festejar
Eu rejeitei os convites
Que muitos tinham me feito
Rejeitei por que no peito
Trago uma dor sem tamanho
Dor essa de tão gigante
Me fez deixar de beber
E agora passo a viver
Como eu num ser estranho
Eu sei que não sou o mesmo
Que vivi de cana e festa
Pois a minha vida é esta
Cheia de dificuldade
Eu que fui tão sociável
Prefiro viver sozinho
Igualmente um passarinho
Que perdeu a liberdade
Parabéns de que? pergunto:
Parabéns por mais um ano
De tristeza e desengano
Que passo nesse lugar,
Por que não os pêsames?
Pois cada ano que avança
Vai morrendo a esperança
De quem jurou te amar
Welton Melo em Meu Amores... De que adianta?
Nem tudo que passa a gente esquece
Passa o dia por mês e mês por ano
Passa ano por era, era por fase
Nessa fase tão triste eu vejo a base
Do destino passar de plano em plano
Com a mão da saudade o desengano
Passa dando um adeus fazendo um S
Vem a mágoa o prazer desaparece
Quando chega a velhice, foge a graça,
Passa tudo na vida, tudo passa,
Mas nem tudo que passa a gente esquece.
Jó Patriota em Meu Amores...
Passa ano por era, era por fase
Nessa fase tão triste eu vejo a base
Do destino passar de plano em plano
Com a mão da saudade o desengano
Passa dando um adeus fazendo um S
Vem a mágoa o prazer desaparece
Quando chega a velhice, foge a graça,
Passa tudo na vida, tudo passa,
Mas nem tudo que passa a gente esquece.
Jó Patriota em Meu Amores...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Lira IV
Já, já me vai, Marília, branquejando
loiro cabelo, que circula a testa;
este mesmo, que alveja, vai caindo,
e pouco já me resta.
As faces vão perdendo as vivas cores,
e vão-se sobre os ossos enrugando,
vai fugindo a viveza dos meus olhos;
tudo se vai mudando.
Se quero levantar-me, as costas vergam;
as forças dos meus membros já se gastam;
vou a dar pela casa uns curtos passos,
pesam-me os pés e arrastam.
Se algum dia me vires desta sorte,
vê que assim me não pôs a mão dos anos:
os trabalhos, Marília, os sentimentos
fazem os mesmos danos.
Mal te vir, me dará em poucos dias
a minha mocidade o doce gosto;
verás brunir-se a pele, o corpo encher-se,
voltar a cor ao rosto.
No calmoso Verão as plantas secam;
na Primavera, que aos mortais encanta,
apenas cai do Céu o fresco orvalho,
verdeja logo a planta.
A doença deforma a quem padece;
mas logo que a doença faz seu termo,
torna, Marília, a ser quem era d'antes
o definhado enfermo.
Tomás Antônio Gonzaga em Meu Amores...
loiro cabelo, que circula a testa;
este mesmo, que alveja, vai caindo,
e pouco já me resta.
As faces vão perdendo as vivas cores,
e vão-se sobre os ossos enrugando,
vai fugindo a viveza dos meus olhos;
tudo se vai mudando.
Se quero levantar-me, as costas vergam;
as forças dos meus membros já se gastam;
vou a dar pela casa uns curtos passos,
pesam-me os pés e arrastam.
Se algum dia me vires desta sorte,
vê que assim me não pôs a mão dos anos:
os trabalhos, Marília, os sentimentos
fazem os mesmos danos.
Mal te vir, me dará em poucos dias
a minha mocidade o doce gosto;
verás brunir-se a pele, o corpo encher-se,
voltar a cor ao rosto.
No calmoso Verão as plantas secam;
na Primavera, que aos mortais encanta,
apenas cai do Céu o fresco orvalho,
verdeja logo a planta.
A doença deforma a quem padece;
mas logo que a doença faz seu termo,
torna, Marília, a ser quem era d'antes
o definhado enfermo.
Tomás Antônio Gonzaga em Meu Amores...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Apenas e perfeitamente sonhos...
Se tudo poço
se tudo faço
e em nada toco.
Se o que sou,
é exatamente
aquilo que quis
e em nada toco.
Nada toco
porque
o tocar passaria
às minhas mãos
os sentimentos,
dos olhos,
apenas da mente.
Ao tocar
os tornaria reais
palpáveis,
os traria ao
mundo da realidade.
Não tocarei,
porque espero
que meus sentimentos
fiquem para sempre
em minha mente
do jeito que os sonhei
planejei,
sem todas as falhas
que minhas mãos possuem.
Desejo que meus sonhos
nunca sejam palpáveis,
e que nunca os realize,
e que sejam eternamente
perfeitos,
exatamente como os concebi.
De Prudêncio e Bertolo...
se tudo faço
e em nada toco.
Se o que sou,
é exatamente
aquilo que quis
e em nada toco.
Nada toco
porque
o tocar passaria
às minhas mãos
os sentimentos,
dos olhos,
apenas da mente.
Ao tocar
os tornaria reais
palpáveis,
os traria ao
mundo da realidade.
Não tocarei,
porque espero
que meus sentimentos
fiquem para sempre
em minha mente
do jeito que os sonhei
planejei,
sem todas as falhas
que minhas mãos possuem.
Desejo que meus sonhos
nunca sejam palpáveis,
e que nunca os realize,
e que sejam eternamente
perfeitos,
exatamente como os concebi.
De Prudêncio e Bertolo...
O Burro...
Vai ele a trote, pelo chão da serra,
Com a vista espantada e penetrante,
E ninguém nota em seu marchar volante,
A estupidez que este animal encerra.
Muitas vezes, manhoso, ele se emperra,
Sem dar uma passada para diante,
Outras vezes, pinota, revoltante,
E sacode o seu dono sobre a terra.
Mas contudo! Este bruto sem noção,
Que é capaz de fazer uma traição,
A quem quer que lhe venha na defesa,
É mais manso e tem mais inteligência
Do que o sábio que trata de ciência
E não crê no Senhor da Natureza.
Patativa do Assaré em Meu Amores! Eita Bixigaaa...
Com a vista espantada e penetrante,
E ninguém nota em seu marchar volante,
A estupidez que este animal encerra.
Muitas vezes, manhoso, ele se emperra,
Sem dar uma passada para diante,
Outras vezes, pinota, revoltante,
E sacode o seu dono sobre a terra.
Mas contudo! Este bruto sem noção,
Que é capaz de fazer uma traição,
A quem quer que lhe venha na defesa,
É mais manso e tem mais inteligência
Do que o sábio que trata de ciência
E não crê no Senhor da Natureza.
Patativa do Assaré em Meu Amores! Eita Bixigaaa...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Soneto da dúvida...
Rever-te em breve dia quem me dera,
E como quero! E na espera eu canto.
Rever-te tanto quero e, no entanto,
Receio finde ali a última quimera.
E nessa solidão de Ideal, portanto,
Transito dia a dia em vil espera.
Mas, no te rever, vai ver me espera:
A pá final de cal sobre o meu canto?
E ainda assim, com o rever-te sonho,
E sinto um sopro de passado redivivo.
Mas o riso se esvai, pois se me ponho,
A todo instante, ao duvidar coercivo:
Vai ver, melhor o recordar tristonho,
A te atestar ao sonho dado o abortivo.
Vicente Bastos em Meu Amores...
E como quero! E na espera eu canto.
Rever-te tanto quero e, no entanto,
Receio finde ali a última quimera.
E nessa solidão de Ideal, portanto,
Transito dia a dia em vil espera.
Mas, no te rever, vai ver me espera:
A pá final de cal sobre o meu canto?
E ainda assim, com o rever-te sonho,
E sinto um sopro de passado redivivo.
Mas o riso se esvai, pois se me ponho,
A todo instante, ao duvidar coercivo:
Vai ver, melhor o recordar tristonho,
A te atestar ao sonho dado o abortivo.
Vicente Bastos em Meu Amores...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Íntimo
Esta alegria loura, corajosa,
Que é como um grande escudo, de ouro feito,
E faz que à Vida a escada pedregosa
Eu suba sem pavor, calmo e direito,
Me vem da tua boca perfumosa,
Arqueada, como um céu, sobre o meu peito:
Constelando-o de beijos cor de rosa,
Ungindo-o de um sorriso satisfeito...
A imaculada pomba da Ventura
Espreita-nos, o verde olhar abrindo,
Aninhada em teu cesto de costura;
Trina um canário na gaiola, inquieto;
A cambraia sutil feres, sorrindo,
E eu, sorrindo, desenho este soneto.
Valentim Magalhães em Meu Amores...
E além de tudo ela é costureira.
Que é como um grande escudo, de ouro feito,
E faz que à Vida a escada pedregosa
Eu suba sem pavor, calmo e direito,
Me vem da tua boca perfumosa,
Arqueada, como um céu, sobre o meu peito:
Constelando-o de beijos cor de rosa,
Ungindo-o de um sorriso satisfeito...
A imaculada pomba da Ventura
Espreita-nos, o verde olhar abrindo,
Aninhada em teu cesto de costura;
Trina um canário na gaiola, inquieto;
A cambraia sutil feres, sorrindo,
E eu, sorrindo, desenho este soneto.
Valentim Magalhães em Meu Amores...
E além de tudo ela é costureira.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Soneto
Poeta fui e do áspero destino
Senti bem cedo a mão pesada e dura.
Conheci mais tristeza que ventura
E sempre andei errante e peregrino.
Vivi sujeito ao doce desatino
Que tanto engana, mas. tão pouco dura;
E ainda choro o rigor da sorte escura,
Se nas dores passadas imagino.
Porém, como me agora vejo isento
Dos sonhos que sonhava noite e dia,
E só com saudades me atormento;
Entendo que não tive outra alegria
Nem nunca outro qualquer contentamento
Senão de ter cantado o que sofria.
José Albano em Meu Amores...
Senti bem cedo a mão pesada e dura.
Conheci mais tristeza que ventura
E sempre andei errante e peregrino.
Vivi sujeito ao doce desatino
Que tanto engana, mas. tão pouco dura;
E ainda choro o rigor da sorte escura,
Se nas dores passadas imagino.
Porém, como me agora vejo isento
Dos sonhos que sonhava noite e dia,
E só com saudades me atormento;
Entendo que não tive outra alegria
Nem nunca outro qualquer contentamento
Senão de ter cantado o que sofria.
José Albano em Meu Amores...
Soneto da Terça
Quando você se entristece
uma coisa qualquer se me entrista.
um gole de rum a mais que eu insista
é coisa pouca e você não esquece.
quando, porém, se nada teça
vida minha e pobre de artista
você me toca e me diz: desista
meu bom amor, amo-te na terça.
muito bem, tento-te de novo
alma de pombo, espírito de corvo,
sobras-te-me na estação.
volvo-me a ti amor em praia,
soluço de sol, sal de caia —
da casa. só a luz e verão.
Jamerson Lemos em Meu Amores...
uma coisa qualquer se me entrista.
um gole de rum a mais que eu insista
é coisa pouca e você não esquece.
quando, porém, se nada teça
vida minha e pobre de artista
você me toca e me diz: desista
meu bom amor, amo-te na terça.
muito bem, tento-te de novo
alma de pombo, espírito de corvo,
sobras-te-me na estação.
volvo-me a ti amor em praia,
soluço de sol, sal de caia —
da casa. só a luz e verão.
Jamerson Lemos em Meu Amores...
terça-feira, 12 de abril de 2011
O rei.
Escrevo sim
e sempre.
Minto, quase sempre.
Escrevo porque
o arranjar das letras
me faz viajar, sentir.
Escrevo pois ao fazê-lo
atendo ao grande apelo,
que meu consciente
inconsciente,
subconscientemente
faz a todo meu ser.
Por um momento sinto ser
o rei de todo mundo,
que sentimeto profundo
que um mortal pode ter,
que por poucos minutos
por efêmero que é,
acalma os densos vultos
da alma que não quer,
inconscientemente
de tudo o fazer.
Mas isso passa, e rápido
mas também como seria diferente?
Tantos poetas no mundo
cada um com um segundo
o seu
de rei, imperador, comandante.
O universo já foi de tantos
mas neste momento é meu
mesmo que
quando esse poema for lido
já não mais terá sido
do homem que o concebeu.
e sempre.
Minto, quase sempre.
Escrevo porque
o arranjar das letras
me faz viajar, sentir.
Escrevo pois ao fazê-lo
atendo ao grande apelo,
que meu consciente
inconsciente,
subconscientemente
faz a todo meu ser.
Por um momento sinto ser
o rei de todo mundo,
que sentimeto profundo
que um mortal pode ter,
que por poucos minutos
por efêmero que é,
acalma os densos vultos
da alma que não quer,
inconscientemente
de tudo o fazer.
Mas isso passa, e rápido
mas também como seria diferente?
Tantos poetas no mundo
cada um com um segundo
o seu
de rei, imperador, comandante.
O universo já foi de tantos
mas neste momento é meu
mesmo que
quando esse poema for lido
já não mais terá sido
do homem que o concebeu.
Matematicamente Inexato.
São as quatro metades
dos cinco terços
dos dez avos
de meu ser.
Que invocam a totalidade
de todos os 20 por cento,
da dízima infinita
da mutiplicação
dos fatos, atos.
Matematicamente inexatos.
Sinto que dividem-se
nossos caminhos
que se somavam
mas diminuiam
a cada dia. Em todas as
26 horas.
E se somam, outros conjuntos
que não participamos
juntos.
E temos tanto
que somos um
dividindo pranto
Um pranto comum.
dos cinco terços
dos dez avos
de meu ser.
Que invocam a totalidade
de todos os 20 por cento,
da dízima infinita
da mutiplicação
dos fatos, atos.
Matematicamente inexatos.
Sinto que dividem-se
nossos caminhos
que se somavam
mas diminuiam
a cada dia. Em todas as
26 horas.
E se somam, outros conjuntos
que não participamos
juntos.
E temos tanto
que somos um
dividindo pranto
Um pranto comum.
Meu Vento, Meu Tempo
Olho a vida
olho o tempo
que me leva
como vento.
Sou o que sou
triste,alegre,tanto faz
penso na vida e na morte
sou feliz e nada mais.
Vento limpo
vento sujo
vento forte
vem soprando,até a morte.
Minha alma é tão quente
soa,soa feito gente
que de gelo,nunca fica
e de sangue lubrifica.
Suavifico meu viver
mortificou meu morrer
tenho início,meio e fim
sou assim,sou assim.
Pedro Venturini J. Em Meu Amores...
olho o tempo
que me leva
como vento.
Sou o que sou
triste,alegre,tanto faz
penso na vida e na morte
sou feliz e nada mais.
Vento limpo
vento sujo
vento forte
vem soprando,até a morte.
Minha alma é tão quente
soa,soa feito gente
que de gelo,nunca fica
e de sangue lubrifica.
Suavifico meu viver
mortificou meu morrer
tenho início,meio e fim
sou assim,sou assim.
Pedro Venturini J. Em Meu Amores...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Poema Para Tua Partida
Se digo o teu nome,
cem pássaros verdes, todos verdes,
se perdem no espaço de solstício.
Um pássaro disperso talvez pouse
no oásis rubro de teus lábios
e se alimente de beijos esquecidos.
As águias das manhãs
devoram tua presença
que constrói ninhos em meus ombros,
com fios de noites.
Nas amplidões noturnas,
os astros te inventam.
Desces liqüefeita de espaços
e inundas, num dilúvio, o pensamento.
Há um pássaro,
olhos de sal, plumagem de brumas,
que cortando a distância do teu céu
será minha solidão.
Ney Leandro de Castro em Meu Amores...
cem pássaros verdes, todos verdes,
se perdem no espaço de solstício.
Um pássaro disperso talvez pouse
no oásis rubro de teus lábios
e se alimente de beijos esquecidos.
As águias das manhãs
devoram tua presença
que constrói ninhos em meus ombros,
com fios de noites.
Nas amplidões noturnas,
os astros te inventam.
Desces liqüefeita de espaços
e inundas, num dilúvio, o pensamento.
Há um pássaro,
olhos de sal, plumagem de brumas,
que cortando a distância do teu céu
será minha solidão.
Ney Leandro de Castro em Meu Amores...
Até Amanhã
Até amanha, se Deus quiser
Se não chover eu volto
Pra te ver, ó mulher
De ti gosto mais que outra qualquer
Não vou por gosto
O destino é quem quer
Adeus é pra quem deixa a vida
É sempre na certa que eu jogo
Três palavras vou gritar por despedida
Até amanha, até já, até logo
O mundo é um samba que eu danço
Sem nunca sair do meu trilho
Vou cantando o teu nome sem descanso
Pois do meu samba tu és o estrebilho.
Noel Rosa em Meu Amores...
Se não chover eu volto
Pra te ver, ó mulher
De ti gosto mais que outra qualquer
Não vou por gosto
O destino é quem quer
Adeus é pra quem deixa a vida
É sempre na certa que eu jogo
Três palavras vou gritar por despedida
Até amanha, até já, até logo
O mundo é um samba que eu danço
Sem nunca sair do meu trilho
Vou cantando o teu nome sem descanso
Pois do meu samba tu és o estrebilho.
Noel Rosa em Meu Amores...
quinta-feira, 31 de março de 2011
Transportou-me
De tantos e tantos
e tantos, dias.
Como posso eu,
simples humano,
jovem,
interiorano.
Eu lá vou entender?
Entender enigmas,
segredos, mistérios
que todos os dias
descubro, mas
nunca decifro.
Mistérios
que novos são a cada dia.
Os mistérios dos olhos,
do corpo que me transporta.
Em seu carro,
engrenagem medonha.
Negros olhos, que mesmo antes
os conheci.
Perto está de quem conheço,
talvez o erro esteja aí.
Como posso eu entender
que mesmo tendo certeza,
ainda desejo duvidar
se a dúvida me der transporte,
a seu carro.
Prata.
O ouro dos tolos...
e tantos, dias.
Como posso eu,
simples humano,
jovem,
interiorano.
Eu lá vou entender?
Entender enigmas,
segredos, mistérios
que todos os dias
descubro, mas
nunca decifro.
Mistérios
que novos são a cada dia.
Os mistérios dos olhos,
do corpo que me transporta.
Em seu carro,
engrenagem medonha.
Negros olhos, que mesmo antes
os conheci.
Perto está de quem conheço,
talvez o erro esteja aí.
Como posso eu entender
que mesmo tendo certeza,
ainda desejo duvidar
se a dúvida me der transporte,
a seu carro.
Prata.
O ouro dos tolos...
Fui Eu...
O avião,
súbito pássaro de fogo,
caiu sobre nossas casas.
Morreram os que voavam para longe,
confiantes nas grandes asas metálicas.
Morreram os que viajavam cá embaixo,
pisando o chão de cada dia.
Dentre os escombros,
retiramos pedaços de corpos,
como quem colhesse flores sem vida.
São restos humanos, quase nada,
que mesmo assim carregamos como relíquias.
O avião caiu sobre nossas cabeças.
Fui eu o único sobrevivente.
E ainda caminho entre os escombros.
Samuel Penido em Meu Amores...
súbito pássaro de fogo,
caiu sobre nossas casas.
Morreram os que voavam para longe,
confiantes nas grandes asas metálicas.
Morreram os que viajavam cá embaixo,
pisando o chão de cada dia.
Dentre os escombros,
retiramos pedaços de corpos,
como quem colhesse flores sem vida.
São restos humanos, quase nada,
que mesmo assim carregamos como relíquias.
O avião caiu sobre nossas cabeças.
Fui eu o único sobrevivente.
E ainda caminho entre os escombros.
Samuel Penido em Meu Amores...
terça-feira, 29 de março de 2011
Sou assim.
Sou assim
assim eu sou,
doidamente
estranho sou.
Tão estranho
que ás vezes
me estranho.
E quando rio,
Deus me acuda.
E quando choro,
choro um oceano
e quando amo,
amo demais...
Chico Miranda em Meu Amores...
assim eu sou,
doidamente
estranho sou.
Tão estranho
que ás vezes
me estranho.
E quando rio,
Deus me acuda.
E quando choro,
choro um oceano
e quando amo,
amo demais...
Chico Miranda em Meu Amores...
segunda-feira, 28 de março de 2011
Saudade
A saudade é um parafuso
que na rosca quando cai
só entra se torcendo
porque batendo não vai,
e se enferrujar por dentro
pode quebrar que não sai...
Antônio Pereira em Meu amores...
que na rosca quando cai
só entra se torcendo
porque batendo não vai,
e se enferrujar por dentro
pode quebrar que não sai...
Antônio Pereira em Meu amores...
sexta-feira, 25 de março de 2011
Pergunte à noite estrelada,
Interrogue a madrugada,
A cada flor que se vê.
Pegunte à serena Lua,
às próprias pedras da rua,
Se eu gosto ou não de você.
Pergunte ao sol palpitante,
À estrela rutilante,
ou a Deus, que tudo vê.
Pergunte à minha razão,
Pergunte ao meu coração,
Se eu gosto ou não de você.
Então verás comovida
Que no céu, na Terra, em tudo é sabido,
Aquilo que somente você não vê.
E sentirás no peito
O mesmo amor e respeito
Que eu dediquei a você...
Homenagem ao Sertão do Pajeú, o Vale dos Poetas em Penambuco...
Interrogue a madrugada,
A cada flor que se vê.
Pegunte à serena Lua,
às próprias pedras da rua,
Se eu gosto ou não de você.
Pergunte ao sol palpitante,
À estrela rutilante,
ou a Deus, que tudo vê.
Pergunte à minha razão,
Pergunte ao meu coração,
Se eu gosto ou não de você.
Então verás comovida
Que no céu, na Terra, em tudo é sabido,
Aquilo que somente você não vê.
E sentirás no peito
O mesmo amor e respeito
Que eu dediquei a você...
Homenagem ao Sertão do Pajeú, o Vale dos Poetas em Penambuco...
quarta-feira, 23 de março de 2011
Falta que faz...
Sempre procuro,
ou procurei alguém
que procuro
de tanto procurar.
Alguém a quem destinar meus versos
minhas estrelas
meus mares
minhas terras,
em cartas que tenho
de marcas que venho.
Ou de cartas que venho
em marcas que tenho.
Destino meus versos a mim mesmo
ao âmago que afago
e sinto o sabor amargo,
do fel do meu desejo.
São duas, três, quatro, infinitas...
Ao mesmo tempo apenas uma
ou nenhuma,
minha vontade.
A falta que faz,
de sentir a falta em tudo
mesmo com tudo
debaixo de minhas mãos...
Saber que todo meu amor
meu suor, transpiração
minhas idéias serão,
me pego otimista.
Já são
Lançadas no esquecimento,
E meu grande lamento
abandonado à perdição...
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