É tudo o que absolutamente nada
Faltar-te-ia em sua existência.
Marcas de longa caminhada
Abertos os braços, olhos fechados.
Jornada que é feita desta maneira,
Vida inteira de braços e tato,
Visão distante. Ou nem tanto.
É com os olhos fechados,
Que vemos nossas dificuldades
Nossas culpas, olhos fechados.
Não bem para isso, olhos fechados,
Para nossa humanidade.
Fechados para o que nos distrai,
Nossas vontades.
Se pudéssemos viver de olhos fechados,
Talvez faríamos coisas maiores,
Seríamos maiores,
Não existiriam impossíveis,
Que são dos olhos.
Não existiram vontades, que são dos olhos.
E o que vemos, e tanto importa,
Porém não importa,
Olhos fechados nos levariam
Mais longe em nossa caminhada.
São olhos fechados
E braços abertos,
Que mudam,
E mudaram,
Para sempre a Humanidade...
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores...
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