segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Tenho uma poesia pura

Sou meio interiorano,
Fazendeiro, acordo de manhã.
Junto minhas reses, boiada,
Levo-as a estrada, me engano.


Noite e dia trabalho, pois é sina,
Lua e sol a labuta é estribo.
Ando à pé, meu apoio.
A estrada é de terra, 
Pés, canelas, mãos de terra.
E corpo de terra, barro.


Sou vaqueiro pós-moderno,
Minhas reses são teclas pretas,
Malhadas de branco.
Minha estrada uma tela Led
Terra que não suja de terra.


Ajunto agora minha boiada,
Nas linhas "eternas" da rede
Nos três dáblios que,
De maneira nenhuma 
Remontam ao sertão. ( Como poderiam?)


E ao findar a lida,
Vou entoando na mente,
Do boiadeiro a cantiga,
Cantiga pensada, e composta em "MIDI".


Mortos estão os sons
Na rede em que me deito
Esperando minha boiada passar;;;

De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores.

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