O caminho para o lar de Genialidade é árduo,
É duro, pedregoso, longo.
A propulsão se torna irreal, ilegal,
A ou Imoral.
Genialidade sangra, Genialidade mata,
Genialidade fere, Genialidade afasta.
Nem é tão palpável,
Às vezes a própria duvida da sua existência, etérea.
Tenho em meus joelhos escaras,
Cicatrizes por todo corpo,
Feitas pela pretensão, de sê-lo.
Em possuir as damas desta poesia.
Possuo esta dama, deito-a em meu peito,
No cérebro minúsculo, que por si só,
Viveria eternamente o sendo.
A Genialidade me procura, fere.
A Genialidade se reconhece, vive,
A si própria se afasta, ou faz quimera,
Ou metamorfose, ou é parente muito próxima,
Irmã, quem sabe.
De outra dama, não tão querida.
Que atende pelo nome de Loucura...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Longe
Mas se eu tiver que ser sozinha, serei inteira
serei plácida, como o lago que espera a chuva
como a chuva que busca a manhã.
E se eu tiver que ser escura, serei grandiloquente
se tácita, valente
se árida, compreensiva, ao menos
se ainda assim severa... então liberta.
E se me perder de tudo, e até do fim...
possivelmente eu serei nova
como o verão, no céu de janeiro
como janeiro, no céu de Paris!
Seja lá onde for Paris...
Hoje, em qualquer lugar, longe daqui. Longe, longe...
Leila Krüger em Meu Amores.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Nau sem Rumo
Não preciso de cartas de navegação:
basta-me o sonho de travessias impossíveis.
Caminhar sobre a superfície do oceano,
pisando em pássaros submarinos,
tropeçando em ruínas de outras civilizações,
beijando cadáveres de náufragos,
até a definitiva conversão em água, sal e vento.
Sei que não tenho destino.
É o destino que me possui.
As correntezas traçam a rota
e as tempestades preparam o naufrágio.
O mar não precisa de caminhos,
tece na solidão as formas da morte,
enquanto o vento entoa cantos fúnebres
sobre os campos azuis do país marítimo.
O mar não precisa de navios,
precisa apenas de corpos.
José Antônio Cavalcanti em Meu Amores...
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Tenho uma poesia pura
Sou meio interiorano,
Fazendeiro, acordo de manhã.
Junto minhas reses, boiada,
Levo-as a estrada, me engano.
Noite e dia trabalho, pois é sina,
Lua e sol a labuta é estribo.
Ando à pé, meu apoio.
A estrada é de terra,
Pés, canelas, mãos de terra.
E corpo de terra, barro.
Sou vaqueiro pós-moderno,
Minhas reses são teclas pretas,
Malhadas de branco.
Minha estrada uma tela Led
Terra que não suja de terra.
Ajunto agora minha boiada,
Nas linhas "eternas" da rede
Nos três dáblios que,
De maneira nenhuma
Remontam ao sertão. ( Como poderiam?)
E ao findar a lida,
Vou entoando na mente,
Do boiadeiro a cantiga,
Cantiga pensada, e composta em "MIDI".
Mortos estão os sons
Na rede em que me deito
Esperando minha boiada passar;;;
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores.
Fazendeiro, acordo de manhã.
Junto minhas reses, boiada,
Levo-as a estrada, me engano.
Noite e dia trabalho, pois é sina,
Lua e sol a labuta é estribo.
Ando à pé, meu apoio.
A estrada é de terra,
Pés, canelas, mãos de terra.
E corpo de terra, barro.
Sou vaqueiro pós-moderno,
Minhas reses são teclas pretas,
Malhadas de branco.
Minha estrada uma tela Led
Terra que não suja de terra.
Ajunto agora minha boiada,
Nas linhas "eternas" da rede
Nos três dáblios que,
De maneira nenhuma
Remontam ao sertão. ( Como poderiam?)
E ao findar a lida,
Vou entoando na mente,
Do boiadeiro a cantiga,
Cantiga pensada, e composta em "MIDI".
Mortos estão os sons
Na rede em que me deito
Esperando minha boiada passar;;;
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Professo
Às vezes me sinto idiota, falo demais.
Às vezes inconsequente.
Às vezes sério ao extremo, moralista.
Às vezes intelectualóide, às vezes infantil.
Às vezes moderno, nem tanto, mais vezes antiquado.
Às vezes tenho opinião forte e polêmica, quase todas vezes.
Mas às vezes amo, às vezes choro, quase nunca.
Às vezes sou genial, muitas,
às vezes um imbecil, tantas quanto.
Às vezes sou louco,
outras vezes também sou excêntrico, idiossincrático.
Às vezes nem consigo me definir, vez por outra...
Mas sempre, apesar de tudo e contra tudo, se necessário, serei EU!
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores.
Às vezes inconsequente.
Às vezes sério ao extremo, moralista.
Às vezes intelectualóide, às vezes infantil.
Às vezes moderno, nem tanto, mais vezes antiquado.
Às vezes tenho opinião forte e polêmica, quase todas vezes.
Mas às vezes amo, às vezes choro, quase nunca.
Às vezes sou genial, muitas,
às vezes um imbecil, tantas quanto.
Às vezes sou louco,
outras vezes também sou excêntrico, idiossincrático.
Às vezes nem consigo me definir, vez por outra...
Mas sempre, apesar de tudo e contra tudo, se necessário, serei EU!
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores.
Escrevo ao Sentimento...
E o coração que era tão lindo, jovem.
Se torna cheio de amargura, por não perdoar.
E fere todos que estão perto, mesmo,
Quem está junto só por amar, que tem
Como Único laço o sentimento!
Assim, condena-se a si mesma.
A viver amargurada, pela escolha que fez e faz!
Talvez seja essa a herança de seus pais.
Levar nas costas os erros daqueles, se iludir,
Pensar que a vida é o que eles a ensinaram.
E o sentimento tenta mudar, mas como é difícil,
Escrever palavras legíveis em um livro já escrito,
Insiste em ter as antigas palavras.
Porém o sentimento a dá uma escolha:
A última!
Esquecer o passado, os erros dos outros,
Construir,
A própria vida, deixar de lado o irremeiável,
Pois remediado está!
Nada é novo no mundo, e assim a é a história que se repete!
Se torna cheio de amargura, por não perdoar.
E fere todos que estão perto, mesmo,
Quem está junto só por amar, que tem
Como Único laço o sentimento!
Assim, condena-se a si mesma.
A viver amargurada, pela escolha que fez e faz!
Talvez seja essa a herança de seus pais.
Levar nas costas os erros daqueles, se iludir,
Pensar que a vida é o que eles a ensinaram.
E o sentimento tenta mudar, mas como é difícil,
Escrever palavras legíveis em um livro já escrito,
Insiste em ter as antigas palavras.
Porém o sentimento a dá uma escolha:
A última!
Esquecer o passado, os erros dos outros,
Construir,
A própria vida, deixar de lado o irremeiável,
Pois remediado está!
Nada é novo no mundo, e assim a é a história que se repete!
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