O último véu que se rasga
a última tábua que se quebra,
o último sol que se apaga,
A última planta que se rega.
O último fogo
a última brisa
o último olhar
a última folha que cai.
Eis que o inverno,
eis que o verão
eis que a primavera
não é mais uma estação.
E tudo se finda
assim como começa
o fôlego sempre acaba,
enquanto estamos com pressa.
Devagar se vai ao longe,
mas cansamos de esperar
e enquanto mais nos apressamos,
fazemos tudo acabar.
A vida deve ser vivida com calma,
e com tudo ao seu tempo,
pois a pressa em demasia
é correr atrás do vento.
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