terça-feira, 18 de novembro de 2008

Não Passou

Passou?
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.

Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãos-
rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos.

Éramos?
Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta, passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.


Carlos Drummond de Andrade em Meu Amores....

2 comentários:

Bianca Campos disse...

Oiie!!
=)
Hm...! poesiias interessantes!!

Beiiijos!

Bianca Campos disse...

=P