quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Canção para o amigo dormindo.

O pranto no rosto triste
enevoou teu sorriso
maltratou o teu silêncio
navegou no teu mar alto.

Pressentidos, os mistérios
foram todos desvendados
nos escaninhos da ofensa
que a vida inteira guardaste
como troféu, como glória,
como porto mais seguro
no berço da solidão.

E a morte bebeu-te inteiro -
flor consumida de arrimos
ao segredo de teu rumo -
foste chamado à resposta.

E eis que te busco e desvelo
nesse mirar de exilado:
trago boninas, de leve,
e um beijo puro aos teus dedos
que transitaram poemas.

Ymah Théres em Meu Amores...

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