E torno a escrever, a blindar-me.
Brindar. É noite, escura.
E me perco em seu cabelos negros,
Em negra pele e negros olhos.
Só tenho a me alumiar o pouco brilho
Das estrelas distantes, sufocadas, como eu.
Por meias luzes, meio luzeiros.
Que não brilham em si, não conseguiriam.
Apenas se servem.
De a beleza do brilho alheio.
Na noite tenho tanto, inspiração.
Tenho pouco luar, tão delicado.
Se esvai com a fumaça da manhã.
E leva toda poesia, sem pena, da noite.
E tento varrer da memória,
As lembranças da noite escura.
E não consigo, pois estarão, sempre
E para sempre, marcadas.
Na própria noite escura que se finda,
E recomeça.
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