E torno a escrever, a blindar-me.
Brindar. É noite, escura.
E me perco em seu cabelos negros,
Em negra pele e negros olhos.
Só tenho a me alumiar o pouco brilho
Das estrelas distantes, sufocadas, como eu.
Por meias luzes, meio luzeiros.
Que não brilham em si, não conseguiriam.
Apenas se servem.
De a beleza do brilho alheio.
Na noite tenho tanto, inspiração.
Tenho pouco luar, tão delicado.
Se esvai com a fumaça da manhã.
E leva toda poesia, sem pena, da noite.
E tento varrer da memória,
As lembranças da noite escura.
E não consigo, pois estarão, sempre
E para sempre, marcadas.
Na própria noite escura que se finda,
E recomeça.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Vesti
Despi-me de todo eu,
Para que despido possa
Ser visto, e como sou.
Encontrei após tudo.
Algo que mesmo eu não conhecia.
Encontrei um meio ser,
De meia vida, vida e meia.
De inteira solidão.
E repleto de melancolia.
E sempre sobra algo a cobrir,
De vergonhas tatuadas no mais profundo.
Quem trato, e trago.
Pois é um tanto impossível.
Demonstrar-me à nudez escondida.
Não me reconheci, não reconheço,
E prontamente, com rapidez,
Ansiosamente e tremendo de medo,
E ofegante, e aproximado ao pânico.
Juntei tudo e me vesti.
Para que despido possa
Ser visto, e como sou.
Encontrei após tudo.
Algo que mesmo eu não conhecia.
Encontrei um meio ser,
De meia vida, vida e meia.
De inteira solidão.
E repleto de melancolia.
E sempre sobra algo a cobrir,
De vergonhas tatuadas no mais profundo.
Quem trato, e trago.
Pois é um tanto impossível.
Demonstrar-me à nudez escondida.
Não me reconheci, não reconheço,
E prontamente, com rapidez,
Ansiosamente e tremendo de medo,
E ofegante, e aproximado ao pânico.
Juntei tudo e me vesti.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
10/11/12
Noite escura de chuva,
Intensa noite de chuva esparsa.
Espaço interno de crescente agonia.
E um adeus tão longo que dura,
Durante toda uma noite.
Madrugada calma e eterna,
Donde descansa minh'alma.
És escura como eu,
És fria como eu.
E os acordes do violão,
Acordam os vizinhos, porém,
Acalmam a mente, me fazem.
Como música serena, em arrepios,
Leva-me à tranquilamente dormir.
Desculpem-me vizinhos,
Descuido meu, ruídos a estas horas.
É que insisto em permanecer alerta.
E retorno à minha natureza, de
Dormir apenas quando há sono.
E de não ter hora, horário.
E sinto, por entre os nervos,
E entranhas, e por baixo da pele.
E pela.
A madrugada agora é calma.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
À inspiração
Não a tenho mais não.
Foi-se embora com o vento,
Mesmo contra o intento,
Foi-se embora inspiração.
Entreguei-a ao primeiro,
Que cruzou à minha frente.
E nem trago à minha mente,
De cruel e derradeiro.
Momento tão de imbecil
Indouto, interno, "inclaro".
Deixei-a levar tão facilmente.
Inspiração minha, e raro.
O momento em que declaradamente
fui traído, a perdi, e fácil.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Sereia de Sorriso.
Sereia és, e de sorriso,
Encantas tudo ao derredor.
De voz meiga e delicada,
De mãos e dedos longos.
E o sol estático contempla,
O arranjar bendito de seus dentes,
Contentes ao me ver.
E toda a terra parou.
E foi a primeira vez, inédita,
Que contemplei algo tão lindo,
Maravilhoso, completamente.
O bastante para um único dia.
Perdido estou, ainda nem me encontrei,
Não sei se encontrarei,
Sorriso limpo, pleno, perfeito.
Ris dos pobres homens,
Que na praia dos seus cabelos
Ousam descansar.
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores...
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