sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Guio-me

Fim de mais um semestre... Graças ao bom Deus que nos trouxe até aqui...


Guio-me
Por teus olhos abertos
Sobre a trêmula e ardente
Superfície das lágrimas.

De tantas coisas
É feito o mundo!

Entre escombros, espigas, dias e noites
Procuram os homens ansiosamente
O ramo de louro.

Quando, fatigados,
Próximos estão do limiar, do pórtico
Os homens deixam, à entrada
Suas mais queridas coisas.

E ei-los que apenas se incomodam,
E se interrogam,
Sobre o modo mais simples
De se despir e adormecer.

Verdadeiramente, à hora da morte, o homem só se importa em ser exatamente o que ele é...

O que somos nunca muda, quem somos muda sempre...

Raul de Carvalho em Meu Amores...

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