Ninguém mais do que tu saberá quanto
Padeço, agora! e, em lágrima, adivinha
A minh'alma apagar-se, neste pranto,
Beatriz! Alma em flor! Suave encanto,
Que me salvar, pensei, dos altos vinha:
O quanto peno, o quanto sofro, enquanto
Imagino que nunca serás minha!
Foram, por ti, as lágrimas que os olhos
Me derramaram! só por ti, somente
Que minh'alma, do Amor contra os escolhos,
Há de, convulsa, soluçar, um dia,
A derradeira lágrima pungente
E o derradeiro grito de agonia!
Vespasiano Ramos em Meu Amores...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Fila indiana
Um atrás do outro, atrás um do outro,
ano após ano, ano após outros,
minuto após minuto, século
após séculos, continuam
(a conduzir seus madeiros
na perícia dos próprios dramas)
Um atrás do outro, atrás um do outro,
ano após ano, ano após outros,
minuto após minuto, século
após séculos e denovo
um atrás do outro, atrás um do outro,
até a surdez final do pó.
Nauro Machado em Meu amores.
ano após ano, ano após outros,
minuto após minuto, século
após séculos, continuam
(a conduzir seus madeiros
na perícia dos próprios dramas)
Um atrás do outro, atrás um do outro,
ano após ano, ano após outros,
minuto após minuto, século
após séculos e denovo
um atrás do outro, atrás um do outro,
até a surdez final do pó.
Nauro Machado em Meu amores.
Despedida, mas denovo!
Mais uma vez a despedida,
minh'alma despida
encara o luto e o pranto.
Tantos dias que nem contar posso,
tantos meses, anos, vida.
Quem deu um pouco de sentido,
sentido sempre em falta.
Tão pouco tempo
tempo que parece tanto.
Será fácil a sua ausência,
tão fácil como viver se o ar
que respiro,
inspiro,
inspira.
De todos os males,
sofrer me fará ter denovo esperança,
esperar novamente os dias,
anos, vida.
Talita.
De todas as despedidas,
talvez uma se compare:
Quando me despeço de metade do que sou,
talvez a outra metade queira ir junto.
minh'alma despida
encara o luto e o pranto.
Tantos dias que nem contar posso,
tantos meses, anos, vida.
Quem deu um pouco de sentido,
sentido sempre em falta.
Tão pouco tempo
tempo que parece tanto.
Será fácil a sua ausência,
tão fácil como viver se o ar
que respiro,
inspiro,
inspira.
De todos os males,
sofrer me fará ter denovo esperança,
esperar novamente os dias,
anos, vida.
Talita.
De todas as despedidas,
talvez uma se compare:
Quando me despeço de metade do que sou,
talvez a outra metade queira ir junto.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Guio-me
Fim de mais um semestre... Graças ao bom Deus que nos trouxe até aqui...
Guio-me
Por teus olhos abertos
Sobre a trêmula e ardente
Superfície das lágrimas.
De tantas coisas
É feito o mundo!
Entre escombros, espigas, dias e noites
Procuram os homens ansiosamente
O ramo de louro.
Quando, fatigados,
Próximos estão do limiar, do pórtico
Os homens deixam, à entrada
Suas mais queridas coisas.
E ei-los que apenas se incomodam,
E se interrogam,
Sobre o modo mais simples
De se despir e adormecer.
Verdadeiramente, à hora da morte, o homem só se importa em ser exatamente o que ele é...
O que somos nunca muda, quem somos muda sempre...
Raul de Carvalho em Meu Amores...
Guio-me
Por teus olhos abertos
Sobre a trêmula e ardente
Superfície das lágrimas.
De tantas coisas
É feito o mundo!
Entre escombros, espigas, dias e noites
Procuram os homens ansiosamente
O ramo de louro.
Quando, fatigados,
Próximos estão do limiar, do pórtico
Os homens deixam, à entrada
Suas mais queridas coisas.
E ei-los que apenas se incomodam,
E se interrogam,
Sobre o modo mais simples
De se despir e adormecer.
Verdadeiramente, à hora da morte, o homem só se importa em ser exatamente o que ele é...
O que somos nunca muda, quem somos muda sempre...
Raul de Carvalho em Meu Amores...
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