quinta-feira, 2 de abril de 2009

Azuis...

Levo minha vida,
cômoda, confortável
como sempre.
Tudo bem, zen...

Apenas um olhar,
arrasta tudo que construi.
Olhos azuis, tão azuis...
O mar, o céu?
Seus olhos riem deles.

Edifico tendas, cabanas,
casas, prédios...
Vem um vento azul e
os derriba, coloca-os abaixo.
Não é qualquer azul, é apenas um azul.
O vento que vem, não sei de onde...
Passa e leva tudo abaixo.

Concluo...
Olhos azuis são vento,
destroem.
Olhos azuis não são
minha prosperidade,
são minha falência...

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