terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Triste quem ama, cego quem se fia

Nascemos para amar; a humanidade
Vai tarde ou cedo aos laços da ternura.
Tu és doce atrativo, ó formosura.
Que encanta, que seduz, que persuade:

Enleia-se por gosto a liberdade;
E depois que a paixão n'alma se apura,
Alguns então lhe chamam desventura,
Chamam-lhe alguns então felicidade:

Que se abisma nas lôbregas tristezas,
Qual em suaves júbilos discorre,
Com esperanças mil na idéia acesas:

Amor ou fesfalece, ou pára, ou corre:
E, segundo as diversas naturezas.
Um porfia, este esquece, aquele morre.

Essa é umas das antigas... Manuel M. B. du Bocage em Meu amores.

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