domingo, 20 de julho de 2008

Pensei que fosse o céu.

Estou aqui mas esqueci
Minh'alma num hotel
Meu coração na caneta
Meus desejos num papel

Eu vinha sem retrovisor
Um rosto estranho me chamou
E a minha pele não me coube mais
A sorte veio e me encontrou
Na corda bamba do amor
Meus dias nunca mais serão iguais.

Estava ali, me confundi
Pensei que fosse o céu
O azul do mar me chamou
E eu pulei de roupa e de chapéu.

A onda veio e me levou
Desse lugar e agora eu sou
Uma ilusão, a solidão é meu troféu.
Aquela foto amarelou
O riso no meu camarim
Felicidade bate a porta e ainda ri de mim.

Vander Lee


Sempre me achei intelectualizado, e tinha resistência ao que era popular. Mas me rendi quando ouvi essa melodia de Vander lee. Poucos eruditos fariam versos tão "carregados" de amor e beleza. Digo o mesmo a respeito dos cordéis nordestinos, e concordo, que Patativa do Assaré é tão genial quanto Machado de Assis e Fernando Pessoa.
Conclusão. Agora deixei de me achar intelectualizado, e passei a admirar os gênios, os populares, que muitas vezes nunca frequentaram uma escola, mas que nos dão aulas do que é a verdadeira poesia.

Até mais. Nova vida, nova inspiração...

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