Como última poesia de Meu Amores do mês de julho, escolhi um autor que conheci recentemente. Muito bom por sinal. Nova vida, nova inspiração...
O Poço
Pablo Neruda
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
O "Adeus" de Teresa
Faltava mais um mestre em Meu Amores...
Com Vocês, Castro Alves. Espero que gostem.
A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus
E amamos juntos E depois na sala
"Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala
E ela, corando, murmurou-me: "adeus."
Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus
Era eu Era a pálida Teresa!
"Adeus" lhe disse conservando-a presa
E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"
Passaram tempos séculos de delírio
Prazeres divinais gozos do Empíreo
... Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse - "Voltarei! descansa!. . . "
Ela, chorando mais que uma criança,
Ela em soluços murmurou-me: "adeus!"
Quando voltei era o palácio em festa!
E a voz d'Ela e de um homem lá na orquestra
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! Ela me olhou branca surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!
E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"
Com Vocês, Castro Alves. Espero que gostem.
A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus
E amamos juntos E depois na sala
"Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala
E ela, corando, murmurou-me: "adeus."
Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus
Era eu Era a pálida Teresa!
"Adeus" lhe disse conservando-a presa
E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"
Passaram tempos séculos de delírio
Prazeres divinais gozos do Empíreo
... Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse - "Voltarei! descansa!. . . "
Ela, chorando mais que uma criança,
Ela em soluços murmurou-me: "adeus!"
Quando voltei era o palácio em festa!
E a voz d'Ela e de um homem lá na orquestra
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! Ela me olhou branca surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!
E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"
terça-feira, 29 de julho de 2008
Olimpíadas 2008 China.
Na próxima quinta-feira, dia 1º de agosto, iniciamos a campanha de uma semana de oração pela China, antes do início da Olimpíada. No dia 8, quando terá início a competição esportiva, faremos um jejum de 24 horas por todos aqueles que estão presos por causa da fé em Jesus e para que a liberdade religiosa que existe em algumas localidades possa se estender de fato por todo o país. No site do Ministério Underground encontram-se os pedidos diários de oração...
FAÇA PARTE, DIVULGUE, ORE, ENCORAGE, DOE, VÁ;;;
FAÇA PARTE, DIVULGUE, ORE, ENCORAGE, DOE, VÁ;;;
Tudo que tenho
Isso é tudo que tenho...
20 anos...
Nenhuma casa...
Nenhum carro...
Nada de Dinheiro...
Nada de Parentes Importantes...
Não sou gênio...
Muito menos inteligente...
A beleza passou longe...
Não sou simpático...
Sou caipira, vim do interior
Meu coração ainda está lá.
Carrego comigo Dois reais,
Que no próximo ônibus se acabarão.
Não sou alto,
Não tenho olhos azuis.
Não sou loiro.
Não tenho posses.
Nenhuma casa...
Nenhum carro...
Nada de Dinheiro...
Nada de Parentes Importantes...
Tudo que trago comigo é isso,
isso aqui.
É tudo que tenho
e o que me faz existir.
Não é de se estranhar
que você não esteja vendo
aquilo que me faz viver.
Mas é simples,
é porque não pode se ver.
Está do lado de dentro,
onde eu mesmo não posso ir,
É tudo que tenho
e o que me faz existir...
20 anos...
Nenhuma casa...
Nenhum carro...
Nada de Dinheiro...
Nada de Parentes Importantes...
Não sou gênio...
Muito menos inteligente...
A beleza passou longe...
Não sou simpático...
Sou caipira, vim do interior
Meu coração ainda está lá.
Carrego comigo Dois reais,
Que no próximo ônibus se acabarão.
Não sou alto,
Não tenho olhos azuis.
Não sou loiro.
Não tenho posses.
Nenhuma casa...
Nenhum carro...
Nada de Dinheiro...
Nada de Parentes Importantes...
Tudo que trago comigo é isso,
isso aqui.
É tudo que tenho
e o que me faz existir.
Não é de se estranhar
que você não esteja vendo
aquilo que me faz viver.
Mas é simples,
é porque não pode se ver.
Está do lado de dentro,
onde eu mesmo não posso ir,
É tudo que tenho
e o que me faz existir...
Você é tudo
Você é tudo
Que eu poderia querer
Que eu poderia precisar
Se eu pudesse ver
O quanto Você me quer
Então poderia eu acreditar
Perfeitamente que Você é
Tudo o que eu quero
E tudo o que eu preciso
Se eu pudesse apenas sentir Teu toque
Eu poderia ser livre
Por que fazes brilhar assim?
Pode um homem cego ver?
Por que chama?
Por que chama à mim?
Pode o surdo ouvir Tua voz de amor?
Podes me fazer voltar?
Pode o coxo andar?
Você pode fazer isso?
Para me tirar de onde estou
Toque meus lábios e então eu cantarei
Cure meu corpo então alegremente eu irei até a Ti
Você é Tudo
Que eu poderia querer
Que eu poderia precisar
E se eu pudesse apenas
Sentir Teu toque
Já não posso respirar
Veja como brilha então
O cego pode ver
E como Tu chamas
Como chamas à mim
Os surdos ouvem
A voz do Teu amor
Que me ofereceste
E o coxo anda
Tu és o único que podes fazer isto
Porque Tu és tudo
Agora eu vivo, cantarei
Agora eu vivo, agora sou livre...
Agora sou livre...
Que eu poderia querer
Que eu poderia precisar
Se eu pudesse ver
O quanto Você me quer
Então poderia eu acreditar
Perfeitamente que Você é
Tudo o que eu quero
E tudo o que eu preciso
Se eu pudesse apenas sentir Teu toque
Eu poderia ser livre
Por que fazes brilhar assim?
Pode um homem cego ver?
Por que chama?
Por que chama à mim?
Pode o surdo ouvir Tua voz de amor?
Podes me fazer voltar?
Pode o coxo andar?
Você pode fazer isso?
Para me tirar de onde estou
Toque meus lábios e então eu cantarei
Cure meu corpo então alegremente eu irei até a Ti
Você é Tudo
Que eu poderia querer
Que eu poderia precisar
E se eu pudesse apenas
Sentir Teu toque
Já não posso respirar
Veja como brilha então
O cego pode ver
E como Tu chamas
Como chamas à mim
Os surdos ouvem
A voz do Teu amor
Que me ofereceste
E o coxo anda
Tu és o único que podes fazer isto
Porque Tu és tudo
Agora eu vivo, cantarei
Agora eu vivo, agora sou livre...
Agora sou livre...
Erros que sabíamos que estávamos cometendo...
Para a periferia, Aí vai: Erros que sabíamos qeu estávamos cometendo...
nós fizemos planos para nunca nos separarmos
amor era tudo queconhecíamos
sem segurança para o impensável
cegamente nos levam além.
nós estivemos procurando uma vida inteira
por mais efêmera que pareça
cavalgando nas faíscas que são emanadas de nós
enquanto os sonhos inflamam-se
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
não pense nas chances que estamos tomando
não pense nas regras que estamos quebrando
erros nós sabíamos...
do da na na na
do da na na na
dirigindo na chuva para o hospital
o silêncio torna mais intenso
o que antes parecia impossível.
agora faz sentido perfeitamente
demos as mãos para encarar o frio desconfortável
e a sala solitaria
revistas e distrações vazias
mal nos encorajam
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
não pense nas chances que estamos tomando
não pense nas regras que estamos quebrando
erros nós sabíamos...
e quando nós tentamos refletir sobre a vida
nós nos encontramos olhando para o mundo através de nossos olhos
o quê pode ser dito agora?
oh, pequena no outro lado
dance até a banda parar de tocar
cante com todo seu poder
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
não pense nas regras que estamos quebrando
erros nós sabíamos...
a lista vai e vai
a lista vai e vai
a lista vai e vai... (até o fim)
nós fizemos planos para nunca nos separarmos
amor era tudo queconhecíamos
sem segurança para o impensável
cegamente nos levam além.
nós estivemos procurando uma vida inteira
por mais efêmera que pareça
cavalgando nas faíscas que são emanadas de nós
enquanto os sonhos inflamam-se
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
não pense nas chances que estamos tomando
não pense nas regras que estamos quebrando
erros nós sabíamos...
do da na na na
do da na na na
dirigindo na chuva para o hospital
o silêncio torna mais intenso
o que antes parecia impossível.
agora faz sentido perfeitamente
demos as mãos para encarar o frio desconfortável
e a sala solitaria
revistas e distrações vazias
mal nos encorajam
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
não pense nas chances que estamos tomando
não pense nas regras que estamos quebrando
erros nós sabíamos...
e quando nós tentamos refletir sobre a vida
nós nos encontramos olhando para o mundo através de nossos olhos
o quê pode ser dito agora?
oh, pequena no outro lado
dance até a banda parar de tocar
cante com todo seu poder
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
erros que nós sabíamos que estávamos cometendo
não pense nas regras que estamos quebrando
erros nós sabíamos...
a lista vai e vai
a lista vai e vai
a lista vai e vai... (até o fim)
Mistakes We Knew We Were Maki
This is a wonderfull compose of Mae Band. Listen him.
we made plans to be unbreakable,
love was all we knew.
no insurance for the unthinkable,
blindly get us through.
we've been searching for a lifetime,
short as it may seem.
riding on the fumes that spark us,
while igniting dreams.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
don't think about chances we're taking,
mistakes we knew...
do da na na na..
do da na na na..
driving in the rain to the hospital,
quiet makes it intense,
what at once seemed as the impossible,
now makes perfect sense.
we held hands to face the uncomfortable cold,
and lonely room.
magazines and empty distractions
barely got us through.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
don't think about chances we're taking,
mistakes we knew...
do da na na na..
do da na na na..
and when we try to think of the life inside,
we found ourselves looking at the world through our eyes.
what can now be said?
oh, little one on the other side.
dance until the band stops playing,
sing with all your might.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
don't think about chances we're taking,
don't think about rules we were breaking.
mistakes we knew...
the list goes on and on.
the list goes on and on.
the list goes on and on...
we made plans to be unbreakable,
love was all we knew.
no insurance for the unthinkable,
blindly get us through.
we've been searching for a lifetime,
short as it may seem.
riding on the fumes that spark us,
while igniting dreams.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
don't think about chances we're taking,
mistakes we knew...
do da na na na..
do da na na na..
driving in the rain to the hospital,
quiet makes it intense,
what at once seemed as the impossible,
now makes perfect sense.
we held hands to face the uncomfortable cold,
and lonely room.
magazines and empty distractions
barely got us through.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
don't think about chances we're taking,
mistakes we knew...
do da na na na..
do da na na na..
and when we try to think of the life inside,
we found ourselves looking at the world through our eyes.
what can now be said?
oh, little one on the other side.
dance until the band stops playing,
sing with all your might.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
mistakes we knew we were making.
don't think about chances we're taking,
don't think about rules we were breaking.
mistakes we knew...
the list goes on and on.
the list goes on and on.
the list goes on and on...
Ausência
Atendendo a Pedidos... Vinícius de Moraes em Meu Amores.
Eu deixarei que morra em mim o desejo
de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto
e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque
em meu ser está tudo terminado.
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
como uma nódoa do passado.
Eu deixarei ... tu irás e encostarás
a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei a minha face
na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos
da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência
do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém
porque poderei partir
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes
Eu deixarei que morra em mim o desejo
de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto
e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque
em meu ser está tudo terminado.
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
como uma nódoa do passado.
Eu deixarei ... tu irás e encostarás
a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei a minha face
na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos
da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência
do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém
porque poderei partir
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes
domingo, 27 de julho de 2008
A Flor...
Para quem pediu Los Hermanos em Meu Amores...
Ouvi dizer
que o teu olhar ao ver a flor
Não sei por que
achou ser de um outro rapaz
Foi capaz de se entregar
Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim
Mas mesmo assim...
Minha flor serviu pra que você
achasse alguém
Um outro alguém que me tomou o seu amor
E eu fiz de tudo pra você perceber
Que era eu...
Tua flor me deu alguém pra amar
E quanto a mim?
Você assim e eu, por final sem meu lugar
E eu tive tudo sem saber quem era eu...
Eu que nunca amei a ninguém
Pude, então, enfim, amar...vai!
Rodrigo Amarante/Marcelo Camelo
Ouvi dizer
que o teu olhar ao ver a flor
Não sei por que
achou ser de um outro rapaz
Foi capaz de se entregar
Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim
Mas mesmo assim...
Minha flor serviu pra que você
achasse alguém
Um outro alguém que me tomou o seu amor
E eu fiz de tudo pra você perceber
Que era eu...
Tua flor me deu alguém pra amar
E quanto a mim?
Você assim e eu, por final sem meu lugar
E eu tive tudo sem saber quem era eu...
Eu que nunca amei a ninguém
Pude, então, enfim, amar...vai!
Rodrigo Amarante/Marcelo Camelo
Desde Palavras, de Cecília Meirelles, não havia postado nenhum poema feito por uma mulher em Meu Amores. Acho que fiz uma bela escolha quando resolvi postar esse de Cora Coralina. Muito introspectivo, muito carregado e por isso muito bom. Espero que gostem. Nova vida, nova inspiração!
Estás morto, estás velho, estás cansado!
Como um suco de lágrimas pungidas
Ei-las, as rugas, as indefinidas
Noites do ser vencido e fatigado.
Envolve-te o crepúsculo gelado
Que vai soturno amortalhando as vidas
Ante o repouso em músicas gemidas
No fundo coração dilacerado.
A cabeça pendida de fadiga,
Sentes a morte taciturna e amiga,
Que os teus nervosos círculos governa.
Estás velho estás morto! Ó dor, delírio,
Alma despedaçada de martírio
Ó desespero da desgraça eterna.
Cora Coralina
Estás morto, estás velho, estás cansado!
Como um suco de lágrimas pungidas
Ei-las, as rugas, as indefinidas
Noites do ser vencido e fatigado.
Envolve-te o crepúsculo gelado
Que vai soturno amortalhando as vidas
Ante o repouso em músicas gemidas
No fundo coração dilacerado.
A cabeça pendida de fadiga,
Sentes a morte taciturna e amiga,
Que os teus nervosos círculos governa.
Estás velho estás morto! Ó dor, delírio,
Alma despedaçada de martírio
Ó desespero da desgraça eterna.
Cora Coralina
Lembranças de Morrer
Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como o desterro de minh'alma errante,
Onde o fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade - é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade - é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas ...
De ti, ó minha mãe! pobre coitada
Que por minha tristeza te definhas!
De meu pai... de meus únicos amigos,
Poucos - bem poucos - e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta destes flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar dos teus amores.
Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo ...
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta - sonhou - e amou na vida.
Sombras do vale, noites da montanha
Que minha alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
Mas quando preludia ave d'aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos.
Deixai a lua pratear-me a lousa!
Álvares de Azevedo em Meu Amores...
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como o desterro de minh'alma errante,
Onde o fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade - é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade - é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas ...
De ti, ó minha mãe! pobre coitada
Que por minha tristeza te definhas!
De meu pai... de meus únicos amigos,
Poucos - bem poucos - e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta destes flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar dos teus amores.
Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo ...
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta - sonhou - e amou na vida.
Sombras do vale, noites da montanha
Que minha alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
Mas quando preludia ave d'aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos.
Deixai a lua pratear-me a lousa!
Álvares de Azevedo em Meu Amores...
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Novas Poesias Inéditas
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa In Alberto Caeiro.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa In Alberto Caeiro.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Estou Cansado
Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Fernando Pessoa in Álvaro de Campos.
Pode ser coincidência ou não, mas postei em Meu amores a um tempo atrás uma poesia com o mesmo tema. Ainda não conhecia esta. Tirem suas próprias conclusões. Rs
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Fernando Pessoa in Álvaro de Campos.
Pode ser coincidência ou não, mas postei em Meu amores a um tempo atrás uma poesia com o mesmo tema. Ainda não conhecia esta. Tirem suas próprias conclusões. Rs
A Flor que és
A flor que és, não a que dás, eu quero.
Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perere
Sombra errarás absurda,
Buscando o que não deste.
A flor que és, não a que dás, eu quero.
Me impressionou essa frase, pois Ricardo Reis (Fernando Pessoa) demonstra querer realmente a pessoa, o que ela é, e não o que aparenta ser. Muito boa essa poesia, apesar de curta. Demontra o estilo de Fernando pessoa quando escrevia como Ricardo Reis.
Nova vida, nova inspiração...
Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perere
Sombra errarás absurda,
Buscando o que não deste.
A flor que és, não a que dás, eu quero.
Me impressionou essa frase, pois Ricardo Reis (Fernando Pessoa) demonstra querer realmente a pessoa, o que ela é, e não o que aparenta ser. Muito boa essa poesia, apesar de curta. Demontra o estilo de Fernando pessoa quando escrevia como Ricardo Reis.
Nova vida, nova inspiração...
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Nível dos Leitores desse blog.
domingo, 20 de julho de 2008
Soneto Ao teu amor e à tua palavra.
Teus olhos são
luz para meu caminho
Tua palavra é
lâmpada para meus pés...
E o teu amor é
como a doce água,
que vem a mim quando estou
em meio a um deserto.
Como o orvalho,
que desce em plena terra seca
e dela faz surgir
verdejantes pastos.
Quero fazer valer
o teu amor em mim
para que o doente tenha onde se curar
quero fazer valer
tua palavra em mim
para que o mundo saiba que eu te amo...
luz para meu caminho
Tua palavra é
lâmpada para meus pés...
E o teu amor é
como a doce água,
que vem a mim quando estou
em meio a um deserto.
Como o orvalho,
que desce em plena terra seca
e dela faz surgir
verdejantes pastos.
Quero fazer valer
o teu amor em mim
para que o doente tenha onde se curar
quero fazer valer
tua palavra em mim
para que o mundo saiba que eu te amo...
Tento Aprender a Amar
Eu quando criança
Acreditei no amor,
e em tudo que me diziam,
pois era pequeno e não entendia,
que o amor não se toca
não se vê.
Apenas se sente.
E enquanto crescia
vi que muito se falava
mas poucos haviam sentido
o que realmente é o Amor.
Todos dizem conhecer
mas poucos o conhecem de verdade.
Vi shoppings lotados,
e avenidas decoradas,
mas por corações vazios.
"Românticos são poucos
são loucos desvairados,
que querem ser o outro
que pensam ser o outro o paraíso."
Quem ama esquece-se de si mesmo
e troca o seu bem pelo do outro,
não se coloca em porfias
não vende seu coração.
Cantam uma canção,
que vem do mais fundo da alma
não alimentam serpentes
e faz tudo com muita calma.
Descobri que também não sei amar
que muitas vezes quem decora as avenidas
é o meu coração.
Tento aprender a amar,
tento melhorar,
e sei que românticos como eu,
é que não deixam o amor acabar,
se esfriar,
sei que românticos como nós
é que fazem o mundo andar.
Acreditei no amor,
e em tudo que me diziam,
pois era pequeno e não entendia,
que o amor não se toca
não se vê.
Apenas se sente.
E enquanto crescia
vi que muito se falava
mas poucos haviam sentido
o que realmente é o Amor.
Todos dizem conhecer
mas poucos o conhecem de verdade.
Vi shoppings lotados,
e avenidas decoradas,
mas por corações vazios.
"Românticos são poucos
são loucos desvairados,
que querem ser o outro
que pensam ser o outro o paraíso."
Quem ama esquece-se de si mesmo
e troca o seu bem pelo do outro,
não se coloca em porfias
não vende seu coração.
Cantam uma canção,
que vem do mais fundo da alma
não alimentam serpentes
e faz tudo com muita calma.
Descobri que também não sei amar
que muitas vezes quem decora as avenidas
é o meu coração.
Tento aprender a amar,
tento melhorar,
e sei que românticos como eu,
é que não deixam o amor acabar,
se esfriar,
sei que românticos como nós
é que fazem o mundo andar.
Do Brasil
Falar do Brasil sem ouvir o sertão
É como estar cego em pleno clarão
Olhar o Brasil e não ver o sertão
É como negar o queijo com a faca na mão.
Esse gigante em movimento
Movido a tijolo e cimento
Precisa de arroz com feijão
Quem tem a comida na mesa
Que agradeça sempre a grandeza
De cada pedaço de pão
Agradeça a Clemente
Que leva a semente
Em seu embornal
Zezé e o penoso balé
De pisar no cacau
Maria que amanhece o dia
Lá no milharal
Joana que ama na cama do canavial
João que carrega
A esperança em seu caminhão
Pra capital
Lembrar do Brasil sem pensar no sertão
É como negar o alicerce de uma construção
Amar o Brasil sem louvar o sertão
É dar o tiro no escuro
Errar no futuroDa nossa nação.
Esse gigante em movimento
Movido a tijolo e cimento
Precisa de arroz com feijão
Quem tem a comida na mesa
Que agradeça sempre a grandeza
De cada pedaço de pão
Agradeça a Tião
Que conduz a boiada do pasto ao grotão
Quitéria que colhe miséria
Quando não chove no chão
Pereira que grita na feira
O valor do pregão
Zé coco, viola, rabeca, folia e canção
Zé coco, viola, rabeca, folia e canção
Amar o Brasil é fazer
Do sertão a capital...
Vander Lee
É como estar cego em pleno clarão
Olhar o Brasil e não ver o sertão
É como negar o queijo com a faca na mão.
Esse gigante em movimento
Movido a tijolo e cimento
Precisa de arroz com feijão
Quem tem a comida na mesa
Que agradeça sempre a grandeza
De cada pedaço de pão
Agradeça a Clemente
Que leva a semente
Em seu embornal
Zezé e o penoso balé
De pisar no cacau
Maria que amanhece o dia
Lá no milharal
Joana que ama na cama do canavial
João que carrega
A esperança em seu caminhão
Pra capital
Lembrar do Brasil sem pensar no sertão
É como negar o alicerce de uma construção
Amar o Brasil sem louvar o sertão
É dar o tiro no escuro
Errar no futuroDa nossa nação.
Esse gigante em movimento
Movido a tijolo e cimento
Precisa de arroz com feijão
Quem tem a comida na mesa
Que agradeça sempre a grandeza
De cada pedaço de pão
Agradeça a Tião
Que conduz a boiada do pasto ao grotão
Quitéria que colhe miséria
Quando não chove no chão
Pereira que grita na feira
O valor do pregão
Zé coco, viola, rabeca, folia e canção
Zé coco, viola, rabeca, folia e canção
Amar o Brasil é fazer
Do sertão a capital...
Vander Lee
Pensei que fosse o céu.
Estou aqui mas esqueci
Minh'alma num hotel
Meu coração na caneta
Meus desejos num papel
Eu vinha sem retrovisor
Um rosto estranho me chamou
E a minha pele não me coube mais
A sorte veio e me encontrou
Na corda bamba do amor
Meus dias nunca mais serão iguais.
Estava ali, me confundi
Pensei que fosse o céu
O azul do mar me chamou
E eu pulei de roupa e de chapéu.
A onda veio e me levou
Desse lugar e agora eu sou
Uma ilusão, a solidão é meu troféu.
Aquela foto amarelou
O riso no meu camarim
Felicidade bate a porta e ainda ri de mim.
Vander Lee
Sempre me achei intelectualizado, e tinha resistência ao que era popular. Mas me rendi quando ouvi essa melodia de Vander lee. Poucos eruditos fariam versos tão "carregados" de amor e beleza. Digo o mesmo a respeito dos cordéis nordestinos, e concordo, que Patativa do Assaré é tão genial quanto Machado de Assis e Fernando Pessoa.
Conclusão. Agora deixei de me achar intelectualizado, e passei a admirar os gênios, os populares, que muitas vezes nunca frequentaram uma escola, mas que nos dão aulas do que é a verdadeira poesia.
Até mais. Nova vida, nova inspiração...
Minh'alma num hotel
Meu coração na caneta
Meus desejos num papel
Eu vinha sem retrovisor
Um rosto estranho me chamou
E a minha pele não me coube mais
A sorte veio e me encontrou
Na corda bamba do amor
Meus dias nunca mais serão iguais.
Estava ali, me confundi
Pensei que fosse o céu
O azul do mar me chamou
E eu pulei de roupa e de chapéu.
A onda veio e me levou
Desse lugar e agora eu sou
Uma ilusão, a solidão é meu troféu.
Aquela foto amarelou
O riso no meu camarim
Felicidade bate a porta e ainda ri de mim.
Vander Lee
Sempre me achei intelectualizado, e tinha resistência ao que era popular. Mas me rendi quando ouvi essa melodia de Vander lee. Poucos eruditos fariam versos tão "carregados" de amor e beleza. Digo o mesmo a respeito dos cordéis nordestinos, e concordo, que Patativa do Assaré é tão genial quanto Machado de Assis e Fernando Pessoa.
Conclusão. Agora deixei de me achar intelectualizado, e passei a admirar os gênios, os populares, que muitas vezes nunca frequentaram uma escola, mas que nos dão aulas do que é a verdadeira poesia.
Até mais. Nova vida, nova inspiração...
sábado, 19 de julho de 2008
Pré-Olímpico mundial de basquete.
Eu, como todos os brasileiros amantes do basquete, senti muito em nossa seleção não participar de mais um olimpíada. Mas a tempos (olha que digo a tempos mesmo, desde o fim da geração de Oscar, Marcel e companhia...) não via uma seleção tão aguerrida, tão determinada. Apesar da derrota senti orgulho em ser brasileiro, como a muito tempo não sentia. E para narrar os fatos, fiz mais uma poesia.
Pré Olímpico
De Huertas para Marcelo
De Marcelo para Tiago
daí à parábola perfeita
que leva a bola à cesta.
Quem ama o basquete,
e ama sua nação
não deixa os próprios interesses
acima dos da seleção.
Guerreiros, bravos, campeões,
que na vitória ou na derrota
mostram para todos nós
o que realmente importa
Tive orgulho do meu país
exatamente por ver esses heróis
e não por mortos de fome
que trocam sua terra
por uns míseros dobrões.
Brasil, não foi dessa vez
derrotas são do esporte
mas conseguimos conquistar com braço forte
e em teu seio óh liberdade
Desafia o nosso peito a própria morte.
Pré Olímpico
De Huertas para Marcelo
De Marcelo para Tiago
daí à parábola perfeita
que leva a bola à cesta.
Quem ama o basquete,
e ama sua nação
não deixa os próprios interesses
acima dos da seleção.
Guerreiros, bravos, campeões,
que na vitória ou na derrota
mostram para todos nós
o que realmente importa
Tive orgulho do meu país
exatamente por ver esses heróis
e não por mortos de fome
que trocam sua terra
por uns míseros dobrões.
Brasil, não foi dessa vez
derrotas são do esporte
mas conseguimos conquistar com braço forte
e em teu seio óh liberdade
Desafia o nosso peito a própria morte.
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.
Manuel Bandeira.
Faltava Manuel Bandeira em meu amores. Para quem gosta (o meu caso) esse é um poema de muitos que serão postados. Aprendo sempre com mestres, que não mais nesse mundo estão, mas falam do coração, de amor, angústia e razão.
Grato a eles, faço como Newton, me apóio nas costas de gigantes.
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.
Manuel Bandeira.
Faltava Manuel Bandeira em meu amores. Para quem gosta (o meu caso) esse é um poema de muitos que serão postados. Aprendo sempre com mestres, que não mais nesse mundo estão, mas falam do coração, de amor, angústia e razão.
Grato a eles, faço como Newton, me apóio nas costas de gigantes.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Entrega
Eis-me aqui então
me entrego de braços abertos.
Se a solidão soubesse
que o Amor prevalece,
ficaria só.
Um soldado vence mil batalhas,
para rever sua casa.
Porque ele sabe o que vai encontrar
no final da jornada.
Nada a Fazer,
a não ser,
esquecer a dor.
Quando o coração se entrega
e a boca confessa
toda imensidão se rende diante da prece.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Acabou
Tempos antigos, que passaram
e não mais voltarão
como o mar que seca
e a voz em que se cala a canção.
O que não volta mais
o que o passado acolheu e levou
o que ficou para traz
O que vento impetuoso carregou.
Eu e você
o que era e não é mais
Nós dois, nossos sonhos
a lembrança do porto e do cais.
Passado que eu me lembro
como tempo bom
onde tudo, compreendo,
Acabou.
e não mais voltarão
como o mar que seca
e a voz em que se cala a canção.
O que não volta mais
o que o passado acolheu e levou
o que ficou para traz
O que vento impetuoso carregou.
Eu e você
o que era e não é mais
Nós dois, nossos sonhos
a lembrança do porto e do cais.
Passado que eu me lembro
como tempo bom
onde tudo, compreendo,
Acabou.
Em mim também
Em mim também, que descuidado vistes,
Encantado e aumentando o próprio encanto,
Tereis notado que outras cousas canto
Muito diversas das que outrora ouvistes.
Mas amastes, sem dúvida ... Portanto,
Meditai nas tristezas que sentistes:
Que eu, por mim, não conheço cousas tristes,
Que mais aflijam, que torturem tanto.
Quem ama inventa as penas em que vive;
E, em lugar de acalmar as penas, antes
Busca novo pesar com que as avive.
Pois sabei que é por isso que assim ando:
Que é dos loucos somente e dos amantes
Na maior alegria andar chorando.
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac
Encantado e aumentando o próprio encanto,
Tereis notado que outras cousas canto
Muito diversas das que outrora ouvistes.
Mas amastes, sem dúvida ... Portanto,
Meditai nas tristezas que sentistes:
Que eu, por mim, não conheço cousas tristes,
Que mais aflijam, que torturem tanto.
Quem ama inventa as penas em que vive;
E, em lugar de acalmar as penas, antes
Busca novo pesar com que as avive.
Pois sabei que é por isso que assim ando:
Que é dos loucos somente e dos amantes
Na maior alegria andar chorando.
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Dá-me o teu olhar
Dá-me o precioso Dom de me arrepender se eu errar...
Faze com que eu possa enxergar
A malignidade contida no pecar...
Contra Tua Lei!
Dá-me, também, o Teu olhar
Pra que eu possa, sem julgar, perdoar meu agressor.
Sem esquecer de não me exaltar;
Renegando o próprio "eu";Submisso ao Teu amor...
Ó Senhor!
Cria, ó cria em mim
Um novo ser capaz de se conter.
Que eu possa compreender o meu irmão;
Que eu possa, ao rancor, não dar vazão;
Que a minha vida seja uma oração...
Sem sentimentalismo barato, mas com poder!
E devoção!
Dá-me Teu olhar, Senhor!
Dá-me Teu olhar...
Não me deixas esquecer de, a cada dia, Te buscar
Para adquirir poder.
Dá-me Teu olhar...
Ronaldo Oliver Rhusso
José
Continuando a nossa trilogia de Carlos Drummond, uma das mais misteriosas e belas poesias do gênio:
JOSÉ
E agora, José ?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta ?
e agora, José ?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seus instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro, s
ua incoerência,
seu ódio --- e agora ?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José !
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, para onde ?
Carlos Drummond de Andrade
JOSÉ
E agora, José ?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta ?
e agora, José ?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seus instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro, s
ua incoerência,
seu ódio --- e agora ?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José !
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, para onde ?
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 15 de julho de 2008
A Famigerada Dança do Créu
Mais um cordel maravilhoso...
A Famigerada dança do créu
Meus amigos atenção
vamos fazer escarcéu
pois a praga já chegou
mostrando a cara sem véu
a coisa é famigerada
para o mal da garotada
chegou a dança do créu.
Chamar aquilo de dança
chega a ser um sacrilégio
pois dança é coisa divina
e dançar é um privilégio.
Aquilo é um rebolado
safado e mal acabado
um ato de sortilégio.
Tanta obscenidade
sem motivos sem razões
fruto da mediocridade de imbecis fanfarrões
desprovidos de talento
com pensamento nojento
iludindo as multidões.
Esses falsários da arte
têm que ser abolidos
gravadoras não deviam gravar esses atrevidos.
Se as rádios não tocassem
televisões não mostrassem
eles seriam banidos.
Mas a mediocridade
não está só em quem faz
a maior parte das rádios
com isso se satisfaz
divulgando a excrescência
que junto com a prepotência
a maledicência traz.
A televisão propaga
dando fama futurista
a qualquer um imbecil
que se arvora de artista
impondo uma ditadura
fazendo a anticultura
em atitude fascista.
Tem TV e Rádio boa
pois nem todas são assim
somente as mercantilistas
divulgam coisa ruim
denegrindo as coisas boas
imbecilizam as pessoas
em um medíocre festim.
Essa praga se espalha
por entre a população
que se influencia fácil
por falta de educação.
Nós temos que educar nosso povo pra pensar
e ao que ruim dizer um não.
Quem tem má educação
vê e ouve o que não presta,
ainda acha que é bom e disso faz uma festa.
Por não ter conhecimento
consumir o "excremento"apenas é o que lhe resta.
Nossa má educação
só nos traz dificuldade,
não se vive por inteirosó se conhece a metade.
Coisas boas desprezamos
sem perceber mergulhamos
na cruel mediocridade.
Com essa realidade
o povo vive ao léu
em aglomerados loucos,
nem olha mais para o céu!
Perde sensibilidade
e dá oportunidade
para a miséria do créu.
Esse tipo de "arte" faz
muita gente se iludir
porque isso não é arte
só chega pra confundir.
É oriundo do mal
não é intelectual
por isso tem que sumir.
Muita gente pode achar
até que sou radical
porém está enganado
o que eu não gosto é do mal.
A cultura popular
deve se manifestar
mas não de modo banal.
O novo é muito legal
mas quando vem com beleza,
e não de modo obsceno
fomentando a incerteza,
sem ter sentido e sem nexo
banalizando o sexo
desmantelando a pureza.
Eu tenho muita tristeza
quando vejo a criancinha
induzida por adultos
a remexer a bundinha,
em gestos sexuais
medíocres, feios, banais,
com essa dança daninha.
E essa coisa mesquinha
entra em nossas escolas
e em algumas encontra
professores sem cacholas,
que fazem a criançada dançar a famigerada
remexendo as "rabicholas".
A escola deveria ser a primeira a barrar
esse tipo de costume
e à criança ensinar o lado bom da cultura
pra formar na criatura a lucidez do pensar.
A escola deve ter a responsabilidade
de afastar nossas crianças
dessa mediocridade.
Combater os maus costumes
e espargir os perfumes
da moral e da verdade.
Atrás dessa improbidade
outras piores virão,
se nós os educadores não dermos toda atenção,
a fim de realizar uma mudança sem par
através da educação.
Só se faz uma nação
soberana, em bom estado
com ética e honestidade
povo bem alimentado
escola que ensine bem
saúde por um vintém
e um povo muito educado.
Autor: Waldeck de Garanhuns
O cordel, como forma
de cultura popular
expresando a verdadeira arte
e fazendo a sua parte
Para com o mal acabar.
A Famigerada dança do créu
Meus amigos atenção
vamos fazer escarcéu
pois a praga já chegou
mostrando a cara sem véu
a coisa é famigerada
para o mal da garotada
chegou a dança do créu.
Chamar aquilo de dança
chega a ser um sacrilégio
pois dança é coisa divina
e dançar é um privilégio.
Aquilo é um rebolado
safado e mal acabado
um ato de sortilégio.
Tanta obscenidade
sem motivos sem razões
fruto da mediocridade de imbecis fanfarrões
desprovidos de talento
com pensamento nojento
iludindo as multidões.
Esses falsários da arte
têm que ser abolidos
gravadoras não deviam gravar esses atrevidos.
Se as rádios não tocassem
televisões não mostrassem
eles seriam banidos.
Mas a mediocridade
não está só em quem faz
a maior parte das rádios
com isso se satisfaz
divulgando a excrescência
que junto com a prepotência
a maledicência traz.
A televisão propaga
dando fama futurista
a qualquer um imbecil
que se arvora de artista
impondo uma ditadura
fazendo a anticultura
em atitude fascista.
Tem TV e Rádio boa
pois nem todas são assim
somente as mercantilistas
divulgam coisa ruim
denegrindo as coisas boas
imbecilizam as pessoas
em um medíocre festim.
Essa praga se espalha
por entre a população
que se influencia fácil
por falta de educação.
Nós temos que educar nosso povo pra pensar
e ao que ruim dizer um não.
Quem tem má educação
vê e ouve o que não presta,
ainda acha que é bom e disso faz uma festa.
Por não ter conhecimento
consumir o "excremento"apenas é o que lhe resta.
Nossa má educação
só nos traz dificuldade,
não se vive por inteirosó se conhece a metade.
Coisas boas desprezamos
sem perceber mergulhamos
na cruel mediocridade.
Com essa realidade
o povo vive ao léu
em aglomerados loucos,
nem olha mais para o céu!
Perde sensibilidade
e dá oportunidade
para a miséria do créu.
Esse tipo de "arte" faz
muita gente se iludir
porque isso não é arte
só chega pra confundir.
É oriundo do mal
não é intelectual
por isso tem que sumir.
Muita gente pode achar
até que sou radical
porém está enganado
o que eu não gosto é do mal.
A cultura popular
deve se manifestar
mas não de modo banal.
O novo é muito legal
mas quando vem com beleza,
e não de modo obsceno
fomentando a incerteza,
sem ter sentido e sem nexo
banalizando o sexo
desmantelando a pureza.
Eu tenho muita tristeza
quando vejo a criancinha
induzida por adultos
a remexer a bundinha,
em gestos sexuais
medíocres, feios, banais,
com essa dança daninha.
E essa coisa mesquinha
entra em nossas escolas
e em algumas encontra
professores sem cacholas,
que fazem a criançada dançar a famigerada
remexendo as "rabicholas".
A escola deveria ser a primeira a barrar
esse tipo de costume
e à criança ensinar o lado bom da cultura
pra formar na criatura a lucidez do pensar.
A escola deve ter a responsabilidade
de afastar nossas crianças
dessa mediocridade.
Combater os maus costumes
e espargir os perfumes
da moral e da verdade.
Atrás dessa improbidade
outras piores virão,
se nós os educadores não dermos toda atenção,
a fim de realizar uma mudança sem par
através da educação.
Só se faz uma nação
soberana, em bom estado
com ética e honestidade
povo bem alimentado
escola que ensine bem
saúde por um vintém
e um povo muito educado.
Autor: Waldeck de Garanhuns
O cordel, como forma
de cultura popular
expresando a verdadeira arte
e fazendo a sua parte
Para com o mal acabar.
Antonio Graça
Um dia ouvi a frase: "Imite um gênio e será comparado a ele."
Minha humildade e meu bom senso, não me deixarão fazer isso frequentemente, mas plageei o Gênio Fernando Pessoa, e estabeleci meu pseudônimo ultra-romântico: Antônio Graça. E para não plagear apenas um gênio, mas dois este será o único poema escrito por ele, que inspirado por Álvares de Azevedo, escreverá : (Se for comparado a um dos dois ganho o meu dia)
Se eu morresse amanhã!
Se eu morresse amanhã
não me veria ver minha irmã
as dívidas no cartório ficariam
se eu morresse amanhã!
Minha esposa estaria
na casa de outro sei
de quem eu menos esperei
se eu morresse amanhã!
Meu parentes não importariam
pois grandes heranças não tenho
três reses de porcos e um engenho
Se eu morresse amanhã!
Minha mãe essa sim
choraria por me perder
desde a manhã ao entardecer
Se eu morresse amanhã!
Se eu morresse amanhã,
com certeza não seria bom negócio
pois o desgraçado do meu sócio
ia meu dinheiro receber.
Dessa eu gostei. Com certeza se eu morresse amanhã não seria um bom negócio. Até mais.
Minha humildade e meu bom senso, não me deixarão fazer isso frequentemente, mas plageei o Gênio Fernando Pessoa, e estabeleci meu pseudônimo ultra-romântico: Antônio Graça. E para não plagear apenas um gênio, mas dois este será o único poema escrito por ele, que inspirado por Álvares de Azevedo, escreverá : (Se for comparado a um dos dois ganho o meu dia)
Se eu morresse amanhã!
Se eu morresse amanhã
não me veria ver minha irmã
as dívidas no cartório ficariam
se eu morresse amanhã!
Minha esposa estaria
na casa de outro sei
de quem eu menos esperei
se eu morresse amanhã!
Meu parentes não importariam
pois grandes heranças não tenho
três reses de porcos e um engenho
Se eu morresse amanhã!
Minha mãe essa sim
choraria por me perder
desde a manhã ao entardecer
Se eu morresse amanhã!
Se eu morresse amanhã,
com certeza não seria bom negócio
pois o desgraçado do meu sócio
ia meu dinheiro receber.
Dessa eu gostei. Com certeza se eu morresse amanhã não seria um bom negócio. Até mais.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
As Sem-razões do amor
Um mineiro falando de outro...
Carlos Drummond de Andrade, simplesmente gênio.
Poesia essa que dedico a uma grande e boa amiga... Izabella. Bella você pediu, eu atendi.
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade, simplesmente gênio.
Poesia essa que dedico a uma grande e boa amiga... Izabella. Bella você pediu, eu atendi.
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Se eu morresse amanhã!
Estava Faltado um texto Ultra-romântico em Meu Amores...
Está aí... Um dos mais belos poemas de Álvares de Azevedo...
Se Eu Morresse Amanhã!
Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanto glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de povir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! Que céu azul! que doce n'alva
Acoeda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no meu peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!
Acho que Álvares de Azevedo é nosso primeiro ProtoEMO...
Brincadeiras à parte, é um poema que demonstra uma tristeza imensa em relação à vida, relacionamentos, sem perspectivas. Tristeza essa que marcou o Ultra-romantismo.
Manuel Antônio Álvares de Azevedo morreu em 1852 aos 20 anos, debilitado por uma queda de cavalo. Ele não queria mais viver.
Está aí... Um dos mais belos poemas de Álvares de Azevedo...
Se Eu Morresse Amanhã!
Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanto glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de povir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! Que céu azul! que doce n'alva
Acoeda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no meu peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!
Acho que Álvares de Azevedo é nosso primeiro ProtoEMO...
Brincadeiras à parte, é um poema que demonstra uma tristeza imensa em relação à vida, relacionamentos, sem perspectivas. Tristeza essa que marcou o Ultra-romantismo.
Manuel Antônio Álvares de Azevedo morreu em 1852 aos 20 anos, debilitado por uma queda de cavalo. Ele não queria mais viver.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Bring The Rain
I can count a million times
People asking me how I
Can praise You with all that I've gone through
The question just amazes me
Can circumstances possibly
Change who I forever am in You
Maybe since my life was changed
Long before these rainy days
It's never really ever crossed my mind
To turn my back on you, oh Lord
My only shelter from the storm
But instead I draw closer through these times
So I pray
Bring me joy, bring me peace
Bring the chance to be free
Bring me anything that brings You glory
And I know there'll be days
When this life brings me pain
But if that's what it takes to praise You
Jesus, bring the rain
I am Yours regardless of
The dark clouds that may loom above
Because You are much greater than my pain
You who made a way for me
By suffering Your destiny
So tell me what's a little rain
So I pray
Holy, holy, holy
Is the Lord God Almighty
People asking me how I
Can praise You with all that I've gone through
The question just amazes me
Can circumstances possibly
Change who I forever am in You
Maybe since my life was changed
Long before these rainy days
It's never really ever crossed my mind
To turn my back on you, oh Lord
My only shelter from the storm
But instead I draw closer through these times
So I pray
Bring me joy, bring me peace
Bring the chance to be free
Bring me anything that brings You glory
And I know there'll be days
When this life brings me pain
But if that's what it takes to praise You
Jesus, bring the rain
I am Yours regardless of
The dark clouds that may loom above
Because You are much greater than my pain
You who made a way for me
By suffering Your destiny
So tell me what's a little rain
So I pray
Holy, holy, holy
Is the Lord God Almighty
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Sigo em Paz...
Passos em vão
Sem nunca chegar
Cansaram-se as mãos
Sem poder juntar
Alivio onde encontrar?
Não está em mim
Sempre esperei
Vencer com a razão
No rosto está toda frustração
Sorri para provar
Mostrar ser feliz
Em vagas letras não O encontrei
Em valores não O encontrei
O que dá razão a vida
Encontro no amor de Deus
E sigo em paz...
Arvid Auras
Sem nunca chegar
Cansaram-se as mãos
Sem poder juntar
Alivio onde encontrar?
Não está em mim
Sempre esperei
Vencer com a razão
No rosto está toda frustração
Sorri para provar
Mostrar ser feliz
Em vagas letras não O encontrei
Em valores não O encontrei
O que dá razão a vida
Encontro no amor de Deus
E sigo em paz...
Arvid Auras
domingo, 6 de julho de 2008
Soneto
Eu tenho um amor
Que arrebata meu coração
Eu tenho um amor
que cala toda canção
Eu tenho uma vida
Que não consigo conter em mim
Eu tenho uma vida
Pintada de azul, branco e carmim.
Quando eu tenho um amor
Eu tenho uma vida
Que eu não consigo conter em mim
Quando eu tenho uma vida
Eu tenho um amor
Pintado de azul, branco e carmim.
Que arrebata meu coração
Eu tenho um amor
que cala toda canção
Eu tenho uma vida
Que não consigo conter em mim
Eu tenho uma vida
Pintada de azul, branco e carmim.
Quando eu tenho um amor
Eu tenho uma vida
Que eu não consigo conter em mim
Quando eu tenho uma vida
Eu tenho um amor
Pintado de azul, branco e carmim.
sábado, 5 de julho de 2008
Preso...
Preso pelas mãos
Não quer seguir
Trancado na ilusão
De um sorrir
Será que isso é o fim?
Da ansiedade para dor
Será que isso é o fim?
Ergo os meus olhos para ver
Em quem eu devo acreditar
Sigos os Teus passos pra poder
Chegar onde queres que eu vá!
Será que isso é o fim?
Será que isso vai ter fim?
Será?
Aonde Tu queres que eu vá
Com toda a minha alma eu vou
Aonde tu queres que eu vá...
Não quer seguir
Trancado na ilusão
De um sorrir
Será que isso é o fim?
Da ansiedade para dor
Será que isso é o fim?
Ergo os meus olhos para ver
Em quem eu devo acreditar
Sigos os Teus passos pra poder
Chegar onde queres que eu vá!
Será que isso é o fim?
Será que isso vai ter fim?
Será?
Aonde Tu queres que eu vá
Com toda a minha alma eu vou
Aonde tu queres que eu vá...
Saudade de Ti
Saudade de Ti
Estou com muita saudade
saudade que vem de ti
quero notícia tua
sem isso não sei viver.
Comprenda-me
a vontade é de te ver.
Vem depressa, correndo!
Senão eu posso morrer.
Estou com muita saudade
saudade que vem de ti
quero notícia tua
sem isso não sei viver.
Comprenda-me
a vontade é de te ver.
Vem depressa, correndo!
Senão eu posso morrer.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Só hoje tô min alembrano qui tu era minha vizinha!
A postagem de baixo seria meu único cordel a ser postado. Mas encontrei uma pérola de valor inestimável, vendi tudo que eu tinha para comprá-la, metaforicamente.
Só hoje tô me alembrano qui tu era minha vizinha!
de Airam Ribeiro
Antonci naquela tapera
Era tu qui tava lá?
E tava a minha ispera
E eu nada de ali xegá?
Moremo fundo cum fundo
Mais qui ingrato é o mundo
De nun fazê nóis se aproxegá.
Qui distino de nóis dois
Num pegá a filicidadi
Só mutios anos despois
Te vejo aqui na cidadi.
Tão juntin nóis tivemo
Nunca qui nóis incrontemo
Quanta dificulidade!
Cum ôtro tu foi vivê
Bem distanti da tapera
Tu agora min fez revivê
Tô alembrano quem era.
Fartô pôco, por um triz,
Nóis dois ia cê feliz
Já min alembro, foi divéra!
Cum outra eu tô viveno
Mais eu quiria era ocê
Pur isso é qui tô sofreno!
Agora eu já sei o pruquê.
Ni ôtra opurtunidade
Nóis pega a felicidade
Te prumeto, tu vai vê.
Claraluna arresponde para eu:
O distinu é traiçuêru
Temu qui riconhecê,
Ti amei u tempu intêru
Sem nunca ocê sabê.
Ocê casado cum otra
Teve inté fio cum ela,
Sunhei cuntigu, qui loca,
Mais tua vida era dela.
Quano vim cá pra cidadi
Nunca mais sube docê,
Mais ficô esta sodadi,
Qui só mi lembra u sofrê.
Agora tá muito tardi
Nóis num podi si amá,
Siria um atu covardi
Nossus parcero inganá...
Nota do blogger:
Queria eu com minha multidão de palavras
Como Airam expressar
Esse sentimento tão intenso
Que humilhou completamente o meu falar.
Sem Ortoépia ou Prosódia
Apenas o coração falou
Quando amontoei palavras difíceis,
Foi o meu coração que se calou.
Obrigado Airam, por me mostrar como se faz poesia de verdade.
Só hoje tô me alembrano qui tu era minha vizinha!
de Airam Ribeiro
Antonci naquela tapera
Era tu qui tava lá?
E tava a minha ispera
E eu nada de ali xegá?
Moremo fundo cum fundo
Mais qui ingrato é o mundo
De nun fazê nóis se aproxegá.
Qui distino de nóis dois
Num pegá a filicidadi
Só mutios anos despois
Te vejo aqui na cidadi.
Tão juntin nóis tivemo
Nunca qui nóis incrontemo
Quanta dificulidade!
Cum ôtro tu foi vivê
Bem distanti da tapera
Tu agora min fez revivê
Tô alembrano quem era.
Fartô pôco, por um triz,
Nóis dois ia cê feliz
Já min alembro, foi divéra!
Cum outra eu tô viveno
Mais eu quiria era ocê
Pur isso é qui tô sofreno!
Agora eu já sei o pruquê.
Ni ôtra opurtunidade
Nóis pega a felicidade
Te prumeto, tu vai vê.
Claraluna arresponde para eu:
O distinu é traiçuêru
Temu qui riconhecê,
Ti amei u tempu intêru
Sem nunca ocê sabê.
Ocê casado cum otra
Teve inté fio cum ela,
Sunhei cuntigu, qui loca,
Mais tua vida era dela.
Quano vim cá pra cidadi
Nunca mais sube docê,
Mais ficô esta sodadi,
Qui só mi lembra u sofrê.
Agora tá muito tardi
Nóis num podi si amá,
Siria um atu covardi
Nossus parcero inganá...
Nota do blogger:
Queria eu com minha multidão de palavras
Como Airam expressar
Esse sentimento tão intenso
Que humilhou completamente o meu falar.
Sem Ortoépia ou Prosódia
Apenas o coração falou
Quando amontoei palavras difíceis,
Foi o meu coração que se calou.
Obrigado Airam, por me mostrar como se faz poesia de verdade.
Brasil Desdentado
Nada tão brasileiro como a literatura de cordel... Já estava na hora de eu postar um cordel. Esse chama-se BRASIL DESDENTADO! de Pedrinho Goltara
Meu querido Brasil
Por Deus abençoado,
Onde poucos tem grana
Muitos marginalizados,
Poucos comem carne
Muitos são desdentados!
Dizem que os pobres
Já ficaram mais carentes,
Os ricos dos banqueiros
Estão todos sorridentes,
E poucos comem carne
Muitos não têm dentes!
Ouví até uma conversa
Pobres ficarão contentes,
O Lula vai lhes dar
Os tratamentos decentes
Aparelhos bucais terão...
Êsses que nem têm dentes!
Hoje estou aborrecido,
Muitas pessoas impertinentes,
Tanta mentira política
As bundas estão ardentes,
É um tira e bota/vice-versa
Naquelas bocas sem dentes!
Quem "tentáculos" tem
É fácil se segurar,
Sempre o rico querendo
Na...do pobre botar,
Vai ter carne na mesa
De quem não pode mastigar!
Êsse povo tão humilde
E umas "estrelas decadentes"
Sinônimos em alguns casos
Que eu chamo de indecentes,
Só confissões de falcatruas
E "trapos de gente" nas ruas
Perderam até os seus dentes!
E sinto, infelizmente,
Que até pra alguns
Isso é conveniente,
Senão o Brasil pára,
ele já tá doente,
Se tem "remédio" que cura
Então é besteira pura
Cuidar só da "boca sem dentes!"
Pedrinho Goltara
Impressionante
Meu querido Brasil
Por Deus abençoado,
Onde poucos tem grana
Muitos marginalizados,
Poucos comem carne
Muitos são desdentados!
Dizem que os pobres
Já ficaram mais carentes,
Os ricos dos banqueiros
Estão todos sorridentes,
E poucos comem carne
Muitos não têm dentes!
Ouví até uma conversa
Pobres ficarão contentes,
O Lula vai lhes dar
Os tratamentos decentes
Aparelhos bucais terão...
Êsses que nem têm dentes!
Hoje estou aborrecido,
Muitas pessoas impertinentes,
Tanta mentira política
As bundas estão ardentes,
É um tira e bota/vice-versa
Naquelas bocas sem dentes!
Quem "tentáculos" tem
É fácil se segurar,
Sempre o rico querendo
Na...do pobre botar,
Vai ter carne na mesa
De quem não pode mastigar!
Êsse povo tão humilde
E umas "estrelas decadentes"
Sinônimos em alguns casos
Que eu chamo de indecentes,
Só confissões de falcatruas
E "trapos de gente" nas ruas
Perderam até os seus dentes!
E sinto, infelizmente,
Que até pra alguns
Isso é conveniente,
Senão o Brasil pára,
ele já tá doente,
Se tem "remédio" que cura
Então é besteira pura
Cuidar só da "boca sem dentes!"
Pedrinho Goltara
Impressionante
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