sexta-feira, 5 de março de 2010
Fui Eu
Barro molhado
lágrima de minha própria matéria:
lama.
Minhas mãos
esculpindo-te em minha face:
drama.
Panos úmidos
o tempo de secagem e o forno:
chama.
Pinto-te os contornos,
a boca cerrada:
reduzo a voz à essência viva.
Urhacy Faustino em Meu Amores.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Fotografia
Mas como não podia deixar de ser, A nova vida ainda traz nova inspiração... E para comemorar a postagem de número 200 de MeuAmores...
Era apenas um três por quatro
tão difícil de ver o retrato
de quem nele se imprimiu.
Fotografia que há tempos
guardada para aquele momento
não pôde esperar.
Fotógrafo da praça,
que hoje não mais abraça
a sua máquina, antiga
O tempo engoliu.
As fotos não tem papel
são todas digitais,
de hoje para nunca mais.
Não tem broquel
que as defendam
do poder do tempo.
Levadas pelo vento,
seu poder se extinguiu.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Na ilha
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
A guerra
Longos dias,
Tão longos que nem consigo
Contá-lo, dia longo...
Na guerra não existem inocentes,
Não existem cupados, apenas inimgos
Ou amigos, mas não podemos confiar
Em ninguém...
Confiamos apenas nAquele
Que é capaz de curar nossas feridas...
Faça suas preces, tenha fé no olhar
Pois todo universo pára, para escutar...
Nossa batalha começará.
A guerra nos torna assim,
Tão humanos mas tão sem coração,
Levando armadas em nossa mão,
As armas, todas.
Essa guerra não tem fim...
domingo, 17 de janeiro de 2010
Amizade
Primeira postagem de 20 10;;; Que alegria. Morrendo de saudades eu estava de todos vocês, leitores e leitoras de Meu Amores...
Estive pensando sobre qual tema nós começaríamos o ano: Nada melhor.
Canção da América... Amigos...
Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.
Fenando Brant e Milton Nascimento em Meu Amores...
domingo, 20 de dezembro de 2009
Ciência...
Não consigo entender como ele
pode agir de tantas formas...
Conhecemos tanto, mas não é isso que venho dizer.
Conhecemos tanto, mas sabemos tão pouco.
Nossos ancestrais devem ter pena de nós...
Saturados de informação e com tão pouca inteligência.
Somos da era digital, nascemos com um celular,
temos e-mail, instant messaging, e as mais diversas formas,
mas não sabemos nos comunicar.
Pior,
Às vezes nos omitimos em nos comunicar...
Estamos tão ligados e ao mesmo tempo tão separados...
Tão juntos e ao mesmo tempo tão sozinhos...
Viajamos tão rápido quanto Apolo nos mitos,
Porém muitas poucas vezes temos onde ir...
Falamos todas as línguas, mas
não tocamos muitos corações...
Enfim, às vezes a ciência me constrange....
Concluo:
Sem o relacionamento humano ela não vale nada...
Sem o amor do "relacional" toda ciência se esvai...
Emanuel Miranda em Meu Amores...
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Na minha infância
não conheci moeda,
senão o celeiro cheio
e as vacas gordas.
Precisava de roupa
trocava algodão por fazenda.
Carecia de aliança
trocava o trigo pelo ouro.
E éramos felizes!
Meus irmãos iludiram meus pais
com a visão dos novos tempos
e modernizaram tudo.
Saíram das tetas das vacas
direto para as teclas dos computadores:
não conseguiram ordenhar as máquinas.
Hoje trocamos dívidas.
Urhacy Faustino em Meu Amores...