sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Na ilha

Na ilha é assim
Água para todos dos lados,
as pessoas vêm.
Nunca ficam.
Sempre nos apegamos,
mas eles vão.

Só nos resta a areia
a praia
para nós, garotos da ilha.

E sempre nos apegamos
mas elas sempre vão,
nos deixam esperando
fúnebres...
Com garrafas na mão
Com bilhetes bordados.

Há muito deixamos
de jogar ao mar nossas garrafas
OS bilhetes sempre voltavam
todos sem resposta.

Mas secretamente,
ainda escrevo meus bilhetes
ainda separo minhas garrafas
e os uno!
Rolho, jogo ao mar
e espero...
Pacientemente...
A resposta que nunca virá!

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