sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Na ilha

Na ilha é assim
Água para todos dos lados,
as pessoas vêm.
Nunca ficam.
Sempre nos apegamos,
mas eles vão.

Só nos resta a areia
a praia
para nós, garotos da ilha.

E sempre nos apegamos
mas elas sempre vão,
nos deixam esperando
fúnebres...
Com garrafas na mão
Com bilhetes bordados.

Há muito deixamos
de jogar ao mar nossas garrafas
OS bilhetes sempre voltavam
todos sem resposta.

Mas secretamente,
ainda escrevo meus bilhetes
ainda separo minhas garrafas
e os uno!
Rolho, jogo ao mar
e espero...
Pacientemente...
A resposta que nunca virá!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A guerra

Longos dias,

Tão longos que nem consigo

Contá-lo, dia longo...

Na guerra não existem inocentes, 

Não existem cupados, apenas inimgos

Ou amigos, mas não podemos confiar

Em ninguém...


Confiamos apenas nAquele

Que é capaz de curar nossas feridas...

Faça suas preces, tenha fé no olhar

Pois todo universo pára, para escutar...

Nossa batalha começará.


A guerra nos torna assim,

Tão humanos mas tão sem coração,

Levando armadas em nossa mão,

As armas, todas.


Essa guerra não tem fim...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Amizade

Primeira postagem de 20 10;;; Que alegria. Morrendo de saudades eu estava de todos vocês, leitores e leitoras de Meu Amores...

Estive pensando sobre qual tema nós começaríamos o ano: Nada melhor.


Canção da América... Amigos...


Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.


Fenando Brant e Milton Nascimento em Meu Amores...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Ciência...

O ato de conhecer sempre me estranha...
Não consigo entender como ele
pode agir de tantas formas...

Conhecemos tanto, mas não é isso que venho dizer.
Conhecemos tanto, mas sabemos tão pouco.
Nossos ancestrais devem ter pena de nós...
Saturados de informação e com tão pouca inteligência.

Somos da era digital, nascemos com um celular,
temos e-mail, instant messaging, e as mais diversas formas,
mas não sabemos nos comunicar.
Pior,
Às vezes nos omitimos em nos comunicar...
Estamos tão ligados e ao mesmo tempo tão separados...
Tão juntos e ao mesmo tempo tão sozinhos...

Viajamos tão rápido quanto Apolo nos mitos,
Porém muitas poucas vezes temos onde ir...

Falamos todas as línguas, mas
não tocamos muitos corações...

Enfim, às vezes a ciência me constrange....
Concluo:
Sem o relacionamento humano ela não vale nada...
Sem o amor do "relacional" toda ciência se esvai...


Emanuel Miranda em Meu Amores...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Inversão de valores

Na minha infância
não conheci moeda,
senão o celeiro cheio
e as vacas gordas.

Precisava de roupa
trocava algodão por fazenda.
Carecia de aliança
trocava o trigo pelo ouro.

E éramos felizes!

Meus irmãos iludiram meus pais
com a visão dos novos tempos
e modernizaram tudo.
Saíram das tetas das vacas
direto para as teclas dos computadores:
não conseguiram ordenhar as máquinas.

Hoje trocamos dívidas.

Urhacy Faustino em Meu Amores...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Depois de muito tempo volto a postar em Meu Amores... Saudades de vocês leitores...

Em comemoração à minha volta "vai aí" um cordel para vocês. Espero que gostem.

Pergunto

Eu queria uma resposta
Pra essa minha pergunta
Porque eu amo tanto assim
E é só sofrimento que ajunta.

Eu queria tanto entender
Porque é tão difícil assim
Amar tanto quem não me ama
Isso dói e é tão ruim.

Com o olhar ver a pessoa
Mas não consegue ver o coração
Se apaixonar só com jeito de ser
E o mal que fárá essa paixão.

Que só amar a natureza
Assim resposta eu não cobraria
Com certeza eu seria correspondido
E um belo motivo eu teria.

Se você conseguir me responder
Ou dar a resposta que eu tanto quis
Seriamente serei muito completo
E vou viver muito mais feliz.

Dimi em Meu Amores.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Despedida

Por mais que se evite
Uma despedida é sempre triste.

Não se quer dizer adeus,
Nem por alguns instantes,
Imagina o sofrimento,
Com um adeus constante.

A despedida Maltrata, Dilacera.
A alma rompe,
O ser corrompe.

Por mais que se desvie
Um adeus é sempre intolerante.

A despedida
É lástima,
É lágrima,
Drama,
Sofreguidão.

Age direto no ser,
No coração,
Deixando marcas exeqüíveis.

O adeus é o desenlace
De sentimentos,
De presenças.

O adeus é distância que se apresenta,
É a partida desesperada,
É o esquecimento...
Ou a lembrança vaga.

A despedida,
Por mais que se evite,
É sempre triste.

Seres que se separam,
E assim, sofrem,
São vivências que se dissipam.

A despedida
É a tão evitada renúncia,
A tudo o que se pensava ter,
A tudo que se pensava viver.

Uma palavra balbuciada... ADEUS.

Separação, Desilusão, Sonhos desfeitos.
É despedida, Forjada em mágoas,
Em lamentos, Em melancolia.

Uma palavra dita, Sua força...
Nossa fraqueza... O adeus, a despedida!

Só há uma coisa boa na despedida...

Apesar de todas as mudanças, os pedaços que ficam pelo caminho,

Fica a alegia de termos podido viver momentos juntos...


Essa poesia vai para os grandes colegas e amigos que se formam em Dez 2009, na Faculdade de Odontologia, Universidade de Itaúna.