terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Patrícia e Maurício...

Patrícia e Maurício,
fazem do silêncio seu mensageiro
a dois corações que por inteiro
conhecem a verdade escondida.

Pedaços de mentiras
aos poucos se completaram
fazendo verdade e
escravizando a mais fiel
lealdade.

Onde procuram um ao outro
é onde está a ausência.

Patrícia e Maurício
dois corações em um só corpo
duas almas em uma só mente
duas palavras com um só sentido.

Pobres deles
Mal sabem Patrícia e Maurício.
Mal conhecem a verdade,
que só o tempo pode escrever...

O Amor da minha vida...

Que o Amor da minha vida
não seja uma linda mulher
mas haja o que houver
me leve em seu coração.
Que não pense sempre em mim
que não sinta algo por mim
apenas pense, apenas sinta.
Que o Amor da minha vida
não tenha muito dinheiro
apenas compre com beijos
meu amor e minha vida.
Que o amor da minha vida
possa ser meu esteio
minha coluna, meu veio
minha volta e minha ida.
Que seja menos meu amor
e mais a minha vida.
E enfim
que o meu amor seja minha vida
e minha vida seja meu amor...


O que uma pessoa não pensa em uma longa viagem...

Receita de acordar palavras...

Palavras são como estrelas
Facas ou flores
Elas tem raízes pétalas espinhos
São lisas ásperas leves ou densas
Para acordá-las basta um sopro
Em sua alma
E como pássaros
Vão encontrar seu caminho...


Roseane Murray em Meu Amores...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Recordo Ainda

Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...


Mário Quintana em Meu Amores...

A um poeta...

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego

Não se mostre na fábrica o suplicio
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.


Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac em Meu amores...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Mais um soneto.

Meu, seu, nosso,
sonho reinventado
por poeta desalmado.
Que nem descrever posso.

Dias sem fim,
noites de igual sabor,
Provas antigas de amor,
Regadas a outro sim.

Não te amo sei,
mas não me desproponho
Pelo contrário "proponho".

Quando tudo de desfaz
apenas o outro faz,
cantigas de amor em sonho.


Depois de muito tempo, outro soneto de minha autoria...

Agora (Não) Professo.

Agora não professo
nem sussurro ao vento
os segredos que reinvento,
remo na transumância dos dias.
O sonho, esse discípulo
da noite dissipada,
inspira-me à peregrinação.
Agora não tenho fronteiras,
mas quando o exílio da memória
me retém o espelho dos dias
ao sentido original das coisas
regresso, porque é necessário
ser contemporâneo do tempo.
Agora, sim, professo:
viver e abraçar os rumores do presente.

Armando Artur em Meu amores...