Curtos são os sóis,
Que atravesso a cada dia,
Vivo eterna agonia,
Em tempo que destróis.
Tapetes de relva madura,
Florestas escuras enfim,
Não tenho nesta clausura,
Direito de tê-las a mim.
Prisão que é a beleza,
Inteira, interna, fugaz.
As noites em claro, tristeza,
À mente ela finda me traz.
Os olhos então marejados,
Vislumbram passado gentil,
Saúde e desejo finados,
Das noites quentes de abril...
De Prudêncio de Bertolo em Meu Amores!
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