Curtos são os sóis,
Que atravesso a cada dia,
Vivo eterna agonia,
Em tempo que destróis.
Tapetes de relva madura,
Florestas escuras enfim,
Não tenho nesta clausura,
Direito de tê-las a mim.
Prisão que é a beleza,
Inteira, interna, fugaz.
As noites em claro, tristeza,
À mente ela finda me traz.
Os olhos então marejados,
Vislumbram passado gentil,
Saúde e desejo finados,
Das noites quentes de abril...
De Prudêncio de Bertolo em Meu Amores!
sexta-feira, 15 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Soneto
Esta noite tive um sonho,
De tão completo e real,
Contemplei minha morte.
Descubro um não ser imortal.
Neste sonho estive só
Permaneci perplexo,
Tentando conter o reflexo,
De tornar-me outra vez ao pó.
Contemplei meu último fôlego,
O suspiro que foi o final,
Vi exatamente o quando, a hora e dia.
Caí então deste corpo
Sôfrego, imundo, irreal
Morri etéreo, envolto, intoxicado de poesia.
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores.
De tão completo e real,
Contemplei minha morte.
Descubro um não ser imortal.
Neste sonho estive só
Permaneci perplexo,
Tentando conter o reflexo,
De tornar-me outra vez ao pó.
Contemplei meu último fôlego,
O suspiro que foi o final,
Vi exatamente o quando, a hora e dia.
Caí então deste corpo
Sôfrego, imundo, irreal
Morri etéreo, envolto, intoxicado de poesia.
De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores.
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