domingo, 11 de dezembro de 2011

Na noite escura, da cidade da pedra escura,
Inauguro o óbito
Da minha nova visão.
Coloco o óculos,
Por pouco, o muito esforço, de ler.
Penso em todos, em todas.
As pessoas que neste ano,
Fizeram parte da minha vida,
Que o eu poético, poeta,
Descreveria em poucas palavras
Poucas frases, só uma. Tempo.
Ano de 2011, minha jornada,
Viagem a bordo da Pedra Negra,
Dos corações negros,
Dos olhos negros.
E no ciclo aterrorizante,
Aterrorizado vou à minha terra,
Terra qual fiz minha,
Amada não por ser terra, é desagradável.
Amada por tê-la feito minha.
2011 foi um ano, o ano,
Das minhas virtudes dos meus erros,
Do passado que volta e me fere a face,
Do futuro que é mais feroz, das esperanças, tentativas.
Hoje, daqui a pouco, sigo meu caminho,
Da Pedra Negra à Nova Morada.
Sigo deixando uma parte de mim,
Para encontrar a outra perdida tão distante...

De Prudêncio e Bertolo em Meu Amores! Adeus Itaúna, Morada que segue... Agora só ano que vem, esperando na vontade e bondade do Criador, de Cristo, Razão, início e fim de tudo!


Artista Inveterado.


Existe o caso do artista inveterado, nasceu para ser artista!
Mas coitado! Só ele sabe disso. E exatamente por isso ele continua na perseguição.
E vem a frustração, desilusão, depressão, começa a fraquejar o coração.
Mas artista não desiste não, qual é? Tudo isso é motivo para uma reação.
Para um sentimento que não se sente, um espelho, uma mulher, uma situação.
E então o artista mente. E mente tanto que começa a confusão. Pois,
Ele não sabe mais se ele compreende, ou se ele é compreendido,
Se ele quer, ou se ele é querido, talvez ele não queira, o que?
Mas um dia chega a oportunidade, câmeras à sua frente,
Luzes em profusão, lá está o artista suando vaidade.
Mas como de praxe a alegria dura pouco, é tamanha emoção,
Que o artista morre louco...
E assim termina o início.
É o caso do artista inveterado, nasceu para ser artista!
Coitado! Só ele sabia disso...


Obra prima de Marcelo Gastaldi em Meu Amores...