terça-feira, 12 de abril de 2011

O rei.

Escrevo sim
e sempre.
Minto, quase sempre.

Escrevo porque
o arranjar das letras
me faz viajar, sentir.
Escrevo pois ao fazê-lo
atendo ao grande apelo,
que meu consciente
inconsciente,
subconscientemente
faz a todo meu ser.

Por um momento sinto ser
o rei de todo mundo,
que sentimeto profundo
que um mortal pode ter,
que por poucos minutos
por efêmero que é,
acalma os densos vultos
da alma que não quer,
inconscientemente
de tudo o fazer.

Mas isso passa, e rápido
mas também como seria diferente?
Tantos poetas no mundo
cada um com um segundo
o seu
de rei, imperador, comandante.

O universo já foi de tantos
mas neste momento é meu
mesmo que
quando esse poema for lido
já não mais terá sido
do homem que o concebeu.

2 comentários:

Carol disse...

muito bom esse moço... ele é seu né!? curti

Emanuel Miranda Oliveira disse...

Sim sim.. :p