Colho metáforas nos teus olhos Deixo-as cair no solo Dos nossos sentimentos Para que nada se perca Para que tudo se transforme Numa interminável colheita.
Passaste por mim de madrugada etérea, levemente e foste sombra Assim te perdi quando entraste na luz da manhã Sinal visível da tua passagem a rosa vermelha deixada no chão do meu peito.
Ao passso de ser interessante a forma que a vida doravante percebo, ou percebi.
Ontem mesmo estes mesmos olhos se abriram e entendi.
Sou Homem, e disso sempre soube e certeza tive. Porém como nunca me dizem para não ser masculino.
Devo ser sensível, chorar um pouco quem sabe... Talvez as novelas, as comédias românticas. Não sou o único sei, que não se emociona com clichês, que prere a vida real, The real life. Digo não a histórias de amor imbecis improváveis impossíveis.
Misoginia talvez anti feminismo.
Não tenho esse direito o mundo é feminino digo, feminista... Chorar até seria bom se pudesse ter a escolha de nunca chorar. Talvez um homem "feminino", nem seria tão mal. Mas não tenho a opção de sê-lo por conta própria sê-lo de coração...
Assim o feminino, que sobrepõe o masculino que nos torna dependentes, femininos... Nos rouba a essência...
Não vou chorar, não serei feminino. Simplesmente serei masculino, não perdendo assim a beleza da possibilidade de ser insensível