Lembre-se que todas as vezes
que eu disser que te amo
entrelaçar-se-ão
meu mundo ao seu.
Como a pinha e o pinheiro
como a relva e o outeiro
como a criança e o sorriso
como Deus e o paraíso.
Meu coração será teu
assim como teu sorriso meu,
meu pés correrão a você
e agora já sei o porquê.
Eu não te amo sei,
mas não pense que te engano
é meu coração rebelde,
apenas um coração humano.
Tantos amores tive
mas não um como o seu
amor que temo tando
que seja como é o meu.
Amo uma pessoa
que de certo não é você,
mas meu coração aberto
não se esquece de te querer.
E assim tenho dito
tudo quanto me corrói,
como uma traça maldita,
que me espanca, humilha e destrói...
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Aqui eu te amo.
Nos escuros pinheiros se desenlaça o vento.
Fosforece a lua sobre as águas errantes.
Andam dias iguais a perseguir-se.
Descinge-se a névoa em dançantes figuras.
Uma gaivota de prata se desprende do ocaso.
As vezes uma vela. Altas, altas, estrelas.
Ou a cruz negra de um barco.
Só.
As vezes amanheço, e minha alma está úmida.
Soa, ressoa o mar distante.
Isto é um porto.
Aqui eu te amo.
Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
As vezes vão meus beijos nesses barcos solenes,
que correm pelo mar rumo a onde não chegam.
Já me creio esquecido como estas velha âncoras.
São mais tristes os portos ao atracar da tarde.
Cansa-se minha vida inutilmente faminta..
Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante.
Meu tédio mede forças com os lentos crepúsculos.
Mas a noite enche e começa a cantar-me.
A lua faz girar sua arruela de sonho.
Olham-me com teus olhos as estrelas maiores.
E como eu te amo, os pinheiros no vento,
querem cantar o teu nome, com suas folhas de cobre.
Pablo Neruda
Nos escuros pinheiros se desenlaça o vento.
Fosforece a lua sobre as águas errantes.
Andam dias iguais a perseguir-se.
Descinge-se a névoa em dançantes figuras.
Uma gaivota de prata se desprende do ocaso.
As vezes uma vela. Altas, altas, estrelas.
Ou a cruz negra de um barco.
Só.
As vezes amanheço, e minha alma está úmida.
Soa, ressoa o mar distante.
Isto é um porto.
Aqui eu te amo.
Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
As vezes vão meus beijos nesses barcos solenes,
que correm pelo mar rumo a onde não chegam.
Já me creio esquecido como estas velha âncoras.
São mais tristes os portos ao atracar da tarde.
Cansa-se minha vida inutilmente faminta..
Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante.
Meu tédio mede forças com os lentos crepúsculos.
Mas a noite enche e começa a cantar-me.
A lua faz girar sua arruela de sonho.
Olham-me com teus olhos as estrelas maiores.
E como eu te amo, os pinheiros no vento,
querem cantar o teu nome, com suas folhas de cobre.
Pablo Neruda
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Astronauta
Os meus pés estão no chão
E a cabeça nas alturas
Nos meus tímpanos ainda soa Tua voz
Inesquecível como o verbo
Que não dá pra se apagar
Foi escrito aqui por dentro pra se eternizar
E não vai sair, e nem acabar
E a gravidade disso aqui não vai me segurar
Os meus pés estão no chão
E a cabeça lá no espaço
Sou satélite na órbita do Teu amor
E eu me sinto um astronauta flutuando na galáxia
Giro no Teu universo eu vivo acima do céu
E não vou sair, e nem me acabar
E a gravidade disso aqui não vai me segurar
Não importa se meus pés...
Se a cabeça é nas alturas
Não importa se o meu chão
Se eu vivo acima
Os meus pés estão na Terra
E a cabeça lá nas nuvens
No deserto o Teu cuidado paira sobre mim
Mesmo sem um telescópio, a capturar a tua luz
Despejá-la nos meus olhos
Plantá-la dentro de mim
E não vai sair, e nem acabar
E a gravidade disso aqui não vai me segurar
E a cabeça nas alturas
Nos meus tímpanos ainda soa Tua voz
Inesquecível como o verbo
Que não dá pra se apagar
Foi escrito aqui por dentro pra se eternizar
E não vai sair, e nem acabar
E a gravidade disso aqui não vai me segurar
Os meus pés estão no chão
E a cabeça lá no espaço
Sou satélite na órbita do Teu amor
E eu me sinto um astronauta flutuando na galáxia
Giro no Teu universo eu vivo acima do céu
E não vou sair, e nem me acabar
E a gravidade disso aqui não vai me segurar
Não importa se meus pés...
Se a cabeça é nas alturas
Não importa se o meu chão
Se eu vivo acima
Os meus pés estão na Terra
E a cabeça lá nas nuvens
No deserto o Teu cuidado paira sobre mim
Mesmo sem um telescópio, a capturar a tua luz
Despejá-la nos meus olhos
Plantá-la dentro de mim
E não vai sair, e nem acabar
E a gravidade disso aqui não vai me segurar
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Meu amores... Nova vida nova Inspiração
Meu amores completa cinco meses de existência. Obrigado a todos vocês leitores, que de uma forma ou de outra tem me incentivado. Obrigado por darem ouvidos a esta voz que fala, enquanto todas as outras se corromperam ou se calaram.
Continuemos românticos, mesmo que tudo em nossa volta tente sufocar nosso amor...
Eu, não vou mudar não...
Eu vou ficar são,
mesmo se for só
Não vou mudar...
Obrigado a todos vocês...
ps: Meu Amores é uma idéia original, que tive um dia, como que um insight. Se tenho nova vida, porque não posso ter nova inspiração? Assim surgiria Meu Amores dia 21 de Março de 2008.
"Nova vida, nova inspiração."
Meu amores completa cinco meses de existência. Obrigado a todos vocês leitores, que de uma forma ou de outra tem me incentivado. Obrigado por darem ouvidos a esta voz que fala, enquanto todas as outras se corromperam ou se calaram.
Continuemos românticos, mesmo que tudo em nossa volta tente sufocar nosso amor...
Eu, não vou mudar não...
Eu vou ficar são,
mesmo se for só
Não vou mudar...
Obrigado a todos vocês...
ps: Meu Amores é uma idéia original, que tive um dia, como que um insight. Se tenho nova vida, porque não posso ter nova inspiração? Assim surgiria Meu Amores dia 21 de Março de 2008.
"Nova vida, nova inspiração."
Gosto quando te calas...
Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.
Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.
Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.
Pablo Neruda em Meu Amores...
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.
Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.
Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.
Pablo Neruda em Meu Amores...
sábado, 16 de agosto de 2008
Obrigado...
Obrigado Senhor... Por mais esse ano de vida...
Obrigado pelas oportunidades que aproveitei...
E pelas oportunidades que desprezei...
Obrigado pela minha família...
Obrigado pelos meus amigos...
Obrigado até pela Talita,
Que o Senhor tem me ensinado a aguentar...
Valeu por tudo meu Deus,
pelos meus dons e talentos,
por todos a minha volta,
que me completam onde preciso,
e suplantam minhas falhas...
Obrigado pelo Senhor Existir
por estar aqui...
por me sustentar...
Obrigado Senhor... Tu és meu melhor amigo...
Valeuuuuuu!!!!
Obrigado pelas oportunidades que aproveitei...
E pelas oportunidades que desprezei...
Obrigado pela minha família...
Obrigado pelos meus amigos...
Obrigado até pela Talita,
Que o Senhor tem me ensinado a aguentar...
Valeu por tudo meu Deus,
pelos meus dons e talentos,
por todos a minha volta,
que me completam onde preciso,
e suplantam minhas falhas...
Obrigado pelo Senhor Existir
por estar aqui...
por me sustentar...
Obrigado Senhor... Tu és meu melhor amigo...
Valeuuuuuu!!!!
17 de Agosto, Meu aniversário...
Mais um ano se passou
E eu me econtro aqui, do mesmo jeito.
Mas a vida continua,
Toda causa tem o seu efeito...
Eu olho em volta e só vejo pegadas
Caminhando por todas as estradas
Sem sequer ouvir a sua voz
O vento faz eu lembrar você
As folhas caem mortas como eu.
Estou envelhecendo,
ficando velho e chato...
Porque não sei onde você está.
Te procuro mas não consigo te achar...
Meu aniversário, Vinte e um anos,
nem percebi de tão rápido que passou
mas assim são nossas vidas não é
como um fogo que se acende,
e logo quando se percebe...
Apagou...
E eu me econtro aqui, do mesmo jeito.
Mas a vida continua,
Toda causa tem o seu efeito...
Eu olho em volta e só vejo pegadas
Caminhando por todas as estradas
Sem sequer ouvir a sua voz
O vento faz eu lembrar você
As folhas caem mortas como eu.
Estou envelhecendo,
ficando velho e chato...
Porque não sei onde você está.
Te procuro mas não consigo te achar...
Meu aniversário, Vinte e um anos,
nem percebi de tão rápido que passou
mas assim são nossas vidas não é
como um fogo que se acende,
e logo quando se percebe...
Apagou...
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
A Esperança...
A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença.
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.
Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?
Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro - avança!
E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da morte a me bradar: descansa!
Augusto dos Anjos em Meu Amores...
Também como ela não sucumbe a Crença.
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.
Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?
Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro - avança!
E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da morte a me bradar: descansa!
Augusto dos Anjos em Meu Amores...
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Solitário...
Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos,um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!
Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta...
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!
Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí,como quem tudo repele,
-Velho caixão a carregar detroços-
Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!
Augusto dos Anjos em Meu Amores...
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos,um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!
Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta...
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!
Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí,como quem tudo repele,
-Velho caixão a carregar detroços-
Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!
Augusto dos Anjos em Meu Amores...
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Traduzindo-se
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
domingo, 10 de agosto de 2008
Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda em Meu Amores...
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda em Meu Amores...
Acontece
Bateram à minha porta em 6 de agosto,
aí não havia ninguém
e ninguém entrou, sentou-se numa cadeira
e transcorreu comigo, ninguém.
Nunca me esquecerei daquela ausência
que entrava como Pedro por sua causa
e me satisfazia com o não ser,
com um vazio aberto a tudo.
Ninguém me interrogou sem dizer nada
e contestei sem ver e sem falar.
Que entrevista espaçosa e especial!
Pablo Neruda em Meu Amores...
aí não havia ninguém
e ninguém entrou, sentou-se numa cadeira
e transcorreu comigo, ninguém.
Nunca me esquecerei daquela ausência
que entrava como Pedro por sua causa
e me satisfazia com o não ser,
com um vazio aberto a tudo.
Ninguém me interrogou sem dizer nada
e contestei sem ver e sem falar.
Que entrevista espaçosa e especial!
Pablo Neruda em Meu Amores...
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
A Obsessão do Sangue
Acordou, vendo sangue... - Horrível! O osso
Frontal em fogo... Ia talvez morrer,
Disse. olhou-se no espelho. Era tão moço,
Ah! certamente não podia ser!
Levantou-se. E eis que viu, antes do almoço,
Na mão dos açougueiros, a escorrer
Fita rubra de sangue muito grosso,
A carne que ele havia de comer!
No inferno da visão alucinada,
Viu montanhas de sangue enchendo a estrada,
Viu vísceras vermelhas pelo chão ...
E amou, com um berro bárbaro de gozo,
O monocromatismo monstruoso
Daquela universal vermelhidão!
Augusto do Anjos em Meu Amores...
Frontal em fogo... Ia talvez morrer,
Disse. olhou-se no espelho. Era tão moço,
Ah! certamente não podia ser!
Levantou-se. E eis que viu, antes do almoço,
Na mão dos açougueiros, a escorrer
Fita rubra de sangue muito grosso,
A carne que ele havia de comer!
No inferno da visão alucinada,
Viu montanhas de sangue enchendo a estrada,
Viu vísceras vermelhas pelo chão ...
E amou, com um berro bárbaro de gozo,
O monocromatismo monstruoso
Daquela universal vermelhidão!
Augusto do Anjos em Meu Amores...
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Quem sabe assim...
Ser-me ei livre de mim,
Quando de olhos cerrados
a noite não findar
e os meus sonhos, desejos
e medos o tempo levar.
Não serei mais eu,
quem a tua face verá.
Todo o meu amor
jamais findará,
mas meu corpo inerte
não mais o demonstrará.
Ver-te-ei não mais
Sentir-te ei não mais
Amarte-te ei não mais.
Viverei não mais.
Quem sabe assim eu seja feliz...
Não sei porque, mas esses dias ando sendo muito inspirado pelo ultra-romantismo. Deve ser a TPM. kkkkkkkkkkkkkkkk. Voltando à seriedade, os últimos dias tem sido os mais ultra-românticos da minha vida, e assim sendo, não consigo explicar o porquê.
Mas fica a poesia, que escrevi na aula de endodontia dessa terça feira.
Nova vida, nova inspiração...
Quando de olhos cerrados
a noite não findar
e os meus sonhos, desejos
e medos o tempo levar.
Não serei mais eu,
quem a tua face verá.
Todo o meu amor
jamais findará,
mas meu corpo inerte
não mais o demonstrará.
Ver-te-ei não mais
Sentir-te ei não mais
Amarte-te ei não mais.
Viverei não mais.
Quem sabe assim eu seja feliz...
Não sei porque, mas esses dias ando sendo muito inspirado pelo ultra-romantismo. Deve ser a TPM. kkkkkkkkkkkkkkkk. Voltando à seriedade, os últimos dias tem sido os mais ultra-românticos da minha vida, e assim sendo, não consigo explicar o porquê.
Mas fica a poesia, que escrevi na aula de endodontia dessa terça feira.
Nova vida, nova inspiração...
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Na Volta... Ah! Os Relógios
Olááááá!!! Leitores de Meu Amores... Desculpem-me o tempo sem postagens, é que devido à volta às aulas da minha Universidade, não pude acessar. Mas agora, diretamente de Itaúna MG, está no ar mais uma vez o nosso blog...
E para comemorar, um autor inédito... Mário Quintana...
Ah! Os Relógios
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
E para comemorar, um autor inédito... Mário Quintana...
Ah! Os Relógios
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
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