terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Depois de muito tempo volto a postar em Meu Amores... Saudades de vocês leitores...

Em comemoração à minha volta "vai aí" um cordel para vocês. Espero que gostem.

Pergunto

Eu queria uma resposta
Pra essa minha pergunta
Porque eu amo tanto assim
E é só sofrimento que ajunta.

Eu queria tanto entender
Porque é tão difícil assim
Amar tanto quem não me ama
Isso dói e é tão ruim.

Com o olhar ver a pessoa
Mas não consegue ver o coração
Se apaixonar só com jeito de ser
E o mal que fárá essa paixão.

Que só amar a natureza
Assim resposta eu não cobraria
Com certeza eu seria correspondido
E um belo motivo eu teria.

Se você conseguir me responder
Ou dar a resposta que eu tanto quis
Seriamente serei muito completo
E vou viver muito mais feliz.

Dimi em Meu Amores.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Despedida

Por mais que se evite
Uma despedida é sempre triste.

Não se quer dizer adeus,
Nem por alguns instantes,
Imagina o sofrimento,
Com um adeus constante.

A despedida Maltrata, Dilacera.
A alma rompe,
O ser corrompe.

Por mais que se desvie
Um adeus é sempre intolerante.

A despedida
É lástima,
É lágrima,
Drama,
Sofreguidão.

Age direto no ser,
No coração,
Deixando marcas exeqüíveis.

O adeus é o desenlace
De sentimentos,
De presenças.

O adeus é distância que se apresenta,
É a partida desesperada,
É o esquecimento...
Ou a lembrança vaga.

A despedida,
Por mais que se evite,
É sempre triste.

Seres que se separam,
E assim, sofrem,
São vivências que se dissipam.

A despedida
É a tão evitada renúncia,
A tudo o que se pensava ter,
A tudo que se pensava viver.

Uma palavra balbuciada... ADEUS.

Separação, Desilusão, Sonhos desfeitos.
É despedida, Forjada em mágoas,
Em lamentos, Em melancolia.

Uma palavra dita, Sua força...
Nossa fraqueza... O adeus, a despedida!

Só há uma coisa boa na despedida...

Apesar de todas as mudanças, os pedaços que ficam pelo caminho,

Fica a alegia de termos podido viver momentos juntos...


Essa poesia vai para os grandes colegas e amigos que se formam em Dez 2009, na Faculdade de Odontologia, Universidade de Itaúna.


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cíclica

A sabedoria é cíclica,
o círculo que rege o universo...
A aliança que nos une,
não tendo começo
nem fim...

O que ganhamos
passamos adiante,
deixamos de legado
aos nossos descendentes...

Sabedoria, conhecimento
ciência, atalhos que nos levam
ao mais profundo,
nos revelam o mundo...

Ou melhor, nesses caminhos
não existem atalhos,
mas árduas jornadas
de suor e sangue...
Lágrimas...

O ciclo começa
se finda nossa vida,
a sabedoria permanece
fechando o ciclo...

A sabedoria é cíclica...

Um sorriso...

Eu me debato
xingo, brigo...
Atiro, esfaqueito.
Bombardeio.
Submeto.
Tento sair de todas as maneiras.
Inútil.
Isso que está em mim é mais forte;
Não entendo o porquê, mas o é;;;
Esgoto as minhas forças.
E enfim consigo dominá-lo...

Aí vejo seu rosto,
seu sorriso, seus cabelos...
Eu vejo seu sorriso...
Seu sorriso...
Sorriso...
Riso...
E novamente me perco,
amargo a pior derrota.
Quase dois metros de altura
93 quilos...
Derrotado por apenas um sorriso...
Sou mesmo patético...

Mas é esse mesmo sorriso,
que me faz perder a hora...
para encontrar uma única rima...
O mesmo sorriso que me derrota...
Me traz a liberdade
de escrever coisas sem sentido.
Apenas me lembrando de ti.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Flores...

Dias de primavera são assim
incontáveis dias.
Quando cessam trazem lembranças
do Sol da manha, da brisa da tarde.

Penso pois dos dias
da primavera da minha vida
que parece nunca ter começado.
Um inverno que nunca acaba.

Inverno pois do qual sempre me lembro
não por ser em si inverno,
mas pela espera demorada
dos dias da primavera.

As flores crescem nos campos,
a partir dessa,
as flores murcham nos campos
a partir daquela.
Mas o que as duas tem em comum?
As flores presentes estão...

Desengano

Nos braços do Amor, o Fado amaro
Me pôs um dia cru, enraivecido;
Me pôs para sofrer, que o dolorido
E tenebroso Amor, me custou caro.

Em lágrimas e Dor, no desamparo,
Amor me foi algoz, e foi bandido;
Foi loucura este Amor, que o deus Cupido,
Por ser vidente e cego, é pomo raro.

Oh Dor, míseras tunas, meus enganos,
Tristes águas, alvor de mágoas mil:
Meu candor, que assim foi nas almas danos,

Seja alor, seja alegre e pastoril,
Que é triste eu ir morrendo anos e anos,
Como é vil, um Abreu não ter Abril.


Paulo Brito e Abreu em Meu Amores...

sábado, 19 de setembro de 2009

Relógio

Espero pacientemente
mas ela não chega
passam se quase 10 segundos
da última vez que vi o relógio.

Tempo que não passa que
não passa.
Que horas são?
Tempo que não passa.

Consulto todos os relógios
o meu parou?
Não...
Mas porque ainda são?

Não aguento mais isso,
relógio que me mata,
de esperar, de passar
o tempo pensando,
êee... Seu relógio...

Que horas mesmo são?