Eu
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sangüenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?
Cavaleiro, quem és? o remorso?
Do corcel te debruças no dorso.
E galopas do vale através.
Oh! da estrada acordando as poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?
Onde vais pelas trevas impuras,
Cavaleiro das armas escuras,
Macilento qual morto na tumba?.
Tu escutas. Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?
Cavaleiro, quem és? - que mistério,
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?
Álvares de Azevedo em Meu Amores...
terça-feira, 9 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
Te Encontrar...
A história dessa postagem é bastante incomum. Já há algum tempo que eu não comprava um cd, e meu irmão "ninja" como sempre não me deu presente, falou que não sabia escolher e me deu o dinheiro para comprar. Foi quando eu comprei o dito cd. (Nem é mais da nossa época essa mídia, poderia ter baixado o cd gratuitamente, mas como é a uma das bandas que eu mais gosto nesse mundo eu comprei.)
O mais engraçado que eu como fã, nunca havia escutado essa música, que tocou profundamente meu coração.
E aí...
Banda Resgate em Meu Amores...
Eu tava quase chegando no chão
E o pára-quedas reserva se abriu
Depois de mil tentativas em vão
Desfibrilaram o meu coração
Eu engoli quase um oceano
Veio uma tábua boiando no mar
Perdido na superfície da lua
Eu encontrei uma sonda lunar
Foi a loucura que eu nunca pensei
Foi a surpresa que eu sempre esperei
Te encontrar foi mais que nascer
Foi matar o mal que tentou me vencer
E tudo que eu quero é, Jesus,
Teu amor,
Nada mais
E quando um dia eu caí no Saara
Eu tive um pão pra me alimentar
Enquanto o sol escaldante atacava
Veio uma rocha pra me saciar
Foi a loucura que eu nunca pensei
Foi a surpresa que eu sempre esperei
Te encontrar foi mais que nascer
Foi matar o mal que tentou me vencer
E tudo que eu quero é, Jesus,
Teu amor,
Nada mais
O mais engraçado que eu como fã, nunca havia escutado essa música, que tocou profundamente meu coração.
E aí...
Banda Resgate em Meu Amores...
Eu tava quase chegando no chão
E o pára-quedas reserva se abriu
Depois de mil tentativas em vão
Desfibrilaram o meu coração
Eu engoli quase um oceano
Veio uma tábua boiando no mar
Perdido na superfície da lua
Eu encontrei uma sonda lunar
Foi a loucura que eu nunca pensei
Foi a surpresa que eu sempre esperei
Te encontrar foi mais que nascer
Foi matar o mal que tentou me vencer
E tudo que eu quero é, Jesus,
Teu amor,
Nada mais
E quando um dia eu caí no Saara
Eu tive um pão pra me alimentar
Enquanto o sol escaldante atacava
Veio uma rocha pra me saciar
Foi a loucura que eu nunca pensei
Foi a surpresa que eu sempre esperei
Te encontrar foi mais que nascer
Foi matar o mal que tentou me vencer
E tudo que eu quero é, Jesus,
Teu amor,
Nada mais
sábado, 6 de setembro de 2008
Giving it Away
By the way you brought me here,
it makes me believe
the best is still yet to come
and I don't want to leave.
Forgive my hesitation- oh, but I'm learning to trust in you.
Help me to dream these dreams because I don't have a clue.
If you'd be honest and say what you mean
you know I would promise I'd do anything
because I know that without you I'm giving it away.
Is this what you wanted?
Cause I'm willing to change.
Now that I'm certain,
that there's much more to gain.
You've introduced me to the moment
but I'm looking to stay for good.
You've asked me to stay forever.
Well, you know that I would, I would do anything.
The nights are forever and maybe I'm wrong,
but it feels like I'm so lost without you.
So I step towards the heat, it's the way I can see,
and it makes me believe that it's you.
The nights are forever,
I can't get to sleep cause I know there's a reason.
I'm in this too deep
and I'm sure that without you,
I'm giving it away. Yeah.
Giving it away...
it makes me believe
the best is still yet to come
and I don't want to leave.
Forgive my hesitation- oh, but I'm learning to trust in you.
Help me to dream these dreams because I don't have a clue.
If you'd be honest and say what you mean
you know I would promise I'd do anything
because I know that without you I'm giving it away.
Is this what you wanted?
Cause I'm willing to change.
Now that I'm certain,
that there's much more to gain.
You've introduced me to the moment
but I'm looking to stay for good.
You've asked me to stay forever.
Well, you know that I would, I would do anything.
The nights are forever and maybe I'm wrong,
but it feels like I'm so lost without you.
So I step towards the heat, it's the way I can see,
and it makes me believe that it's you.
The nights are forever,
I can't get to sleep cause I know there's a reason.
I'm in this too deep
and I'm sure that without you,
I'm giving it away. Yeah.
Giving it away...
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Assombros
Às vezes, pequenos grandes terremotos
ocorrem do lado esquerdo do meu peito.
Fora, não se dão conta os desatentos.
Entre a aorta e a escápula rolam
alquebrados sentimentos.
Entre as vértebras e as costelas
há vários esmagamentos.
Os mais íntimos
já me viram remexendo escombros.
Em mim há algo imóvel e soterrado
em permanente assombro.
Affonso Romano de Sant'Anna (Lado Esquerdo do Meu Peito) em Meu Amores...
terça-feira, 2 de setembro de 2008
As Duas Flores
São duas flores unidas,
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bom como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rodas da vida,
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!
Castro Alves em Meu Amores...
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bom como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rodas da vida,
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!
Castro Alves em Meu Amores...
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
A traça...
Lembre-se que todas as vezes
que eu disser que te amo
entrelaçar-se-ão
meu mundo ao seu.
Como a pinha e o pinheiro
como a relva e o outeiro
como a criança e o sorriso
como Deus e o paraíso.
Meu coração será teu
assim como teu sorriso meu,
meu pés correrão a você
e agora já sei o porquê.
Eu não te amo sei,
mas não pense que te engano
é meu coração rebelde,
apenas um coração humano.
Tantos amores tive
mas não um como o seu
amor que temo tando
que seja como é o meu.
Amo uma pessoa
que de certo não é você,
mas meu coração aberto
não se esquece de te querer.
E assim tenho dito
tudo quanto me corrói,
como uma traça maldita,
que me espanca, humilha e destrói...
que eu disser que te amo
entrelaçar-se-ão
meu mundo ao seu.
Como a pinha e o pinheiro
como a relva e o outeiro
como a criança e o sorriso
como Deus e o paraíso.
Meu coração será teu
assim como teu sorriso meu,
meu pés correrão a você
e agora já sei o porquê.
Eu não te amo sei,
mas não pense que te engano
é meu coração rebelde,
apenas um coração humano.
Tantos amores tive
mas não um como o seu
amor que temo tando
que seja como é o meu.
Amo uma pessoa
que de certo não é você,
mas meu coração aberto
não se esquece de te querer.
E assim tenho dito
tudo quanto me corrói,
como uma traça maldita,
que me espanca, humilha e destrói...
Aqui eu te amo.
Nos escuros pinheiros se desenlaça o vento.
Fosforece a lua sobre as águas errantes.
Andam dias iguais a perseguir-se.
Descinge-se a névoa em dançantes figuras.
Uma gaivota de prata se desprende do ocaso.
As vezes uma vela. Altas, altas, estrelas.
Ou a cruz negra de um barco.
Só.
As vezes amanheço, e minha alma está úmida.
Soa, ressoa o mar distante.
Isto é um porto.
Aqui eu te amo.
Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
As vezes vão meus beijos nesses barcos solenes,
que correm pelo mar rumo a onde não chegam.
Já me creio esquecido como estas velha âncoras.
São mais tristes os portos ao atracar da tarde.
Cansa-se minha vida inutilmente faminta..
Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante.
Meu tédio mede forças com os lentos crepúsculos.
Mas a noite enche e começa a cantar-me.
A lua faz girar sua arruela de sonho.
Olham-me com teus olhos as estrelas maiores.
E como eu te amo, os pinheiros no vento,
querem cantar o teu nome, com suas folhas de cobre.
Pablo Neruda
Nos escuros pinheiros se desenlaça o vento.
Fosforece a lua sobre as águas errantes.
Andam dias iguais a perseguir-se.
Descinge-se a névoa em dançantes figuras.
Uma gaivota de prata se desprende do ocaso.
As vezes uma vela. Altas, altas, estrelas.
Ou a cruz negra de um barco.
Só.
As vezes amanheço, e minha alma está úmida.
Soa, ressoa o mar distante.
Isto é um porto.
Aqui eu te amo.
Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
As vezes vão meus beijos nesses barcos solenes,
que correm pelo mar rumo a onde não chegam.
Já me creio esquecido como estas velha âncoras.
São mais tristes os portos ao atracar da tarde.
Cansa-se minha vida inutilmente faminta..
Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante.
Meu tédio mede forças com os lentos crepúsculos.
Mas a noite enche e começa a cantar-me.
A lua faz girar sua arruela de sonho.
Olham-me com teus olhos as estrelas maiores.
E como eu te amo, os pinheiros no vento,
querem cantar o teu nome, com suas folhas de cobre.
Pablo Neruda
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