segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Astronauta

Os meus pés estão no chão
E a cabeça nas alturas
Nos meus tímpanos ainda soa Tua voz
Inesquecível como o verbo
Que não dá pra se apagar
Foi escrito aqui por dentro pra se eternizar
E não vai sair, e nem acabar
E a gravidade disso aqui não vai me segurar

Os meus pés estão no chão
E a cabeça lá no espaço
Sou satélite na órbita do Teu amor
E eu me sinto um astronauta flutuando na galáxia
Giro no Teu universo eu vivo acima do céu
E não vou sair, e nem me acabar
E a gravidade disso aqui não vai me segurar

Não importa se meus pés...
Se a cabeça é nas alturas
Não importa se o meu chão
Se eu vivo acima

Os meus pés estão na Terra
E a cabeça lá nas nuvens
No deserto o Teu cuidado paira sobre mim
Mesmo sem um telescópio, a capturar a tua luz
Despejá-la nos meus olhos
Plantá-la dentro de mim
E não vai sair, e nem acabar
E a gravidade disso aqui não vai me segurar

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Ausência


Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.



Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Meu amores... Nova vida nova Inspiração


Meu amores completa cinco meses de existência. Obrigado a todos vocês leitores, que de uma forma ou de outra tem me incentivado. Obrigado por darem ouvidos a esta voz que fala, enquanto todas as outras se corromperam ou se calaram.

Continuemos românticos, mesmo que tudo em nossa volta tente sufocar nosso amor...


Eu, não vou mudar não...
Eu vou ficar são,
mesmo se for só
Não vou mudar...


Obrigado a todos vocês...


ps: Meu Amores é uma idéia original, que tive um dia, como que um insight. Se tenho nova vida, porque não posso ter nova inspiração? Assim surgiria Meu Amores dia 21 de Março de 2008.

"Nova vida, nova inspiração."

Gosto quando te calas...

Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.

Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.

Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.



Pablo Neruda em Meu Amores...

sábado, 16 de agosto de 2008

Obrigado...

Obrigado Senhor... Por mais esse ano de vida...
Obrigado pelas oportunidades que aproveitei...
E pelas oportunidades que desprezei...
Obrigado pela minha família...
Obrigado pelos meus amigos...
Obrigado até pela Talita,
Que o Senhor tem me ensinado a aguentar...

Valeu por tudo meu Deus,
pelos meus dons e talentos,
por todos a minha volta,
que me completam onde preciso,
e suplantam minhas falhas...

Obrigado pelo Senhor Existir
por estar aqui...
por me sustentar...

Obrigado Senhor... Tu és meu melhor amigo...

Valeuuuuuu!!!!

17 de Agosto, Meu aniversário...

Mais um ano se passou
E eu me econtro aqui, do mesmo jeito.
Mas a vida continua,
Toda causa tem o seu efeito...


Eu olho em volta e só vejo pegadas
Caminhando por todas as estradas
Sem sequer ouvir a sua voz
O vento faz eu lembrar você
As folhas caem mortas como eu.


Estou envelhecendo,
ficando velho e chato...
Porque não sei onde você está.
Te procuro mas não consigo te achar...

Meu aniversário, Vinte e um anos,
nem percebi de tão rápido que passou
mas assim são nossas vidas não é
como um fogo que se acende,
e logo quando se percebe...
Apagou...

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A Esperança...

A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença.
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.

Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?

Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro - avança!

E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da morte a me bradar: descansa!



Augusto dos Anjos em Meu Amores...