terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Eu andei por toda terra, em todos os caminhos.
Caminhos quais nem imaginaria.
Andei por tantas estradas,
Tantas quais que sequer contar posso.

E tudo fiz, em tudo estava buscando.
Maneira de lhe deixar à margem, num lugar qualquer.
E para abandonar sua presença.
Presença fugaz, impura, sufocante.

Cheguei vezes a correr, a voar,
Já naveguei. Usei todos os meios de transporte conhecidos.
Mas nem um trem ou carro ou avião.
Me fez fugir...

Mas que grande engano, não posso correr.
Já não posso me esconder, esquecê-la.
É impossível.
Não se foge de quem está tão perto.
De quem já fez morada dentro do peito.

Nenhuma distância é muita.
Não se separa as juntas das medulas,
E permanece vivo...