Esta alegria loura, corajosa,
Que é como um grande escudo, de ouro feito,
E faz que à Vida a escada pedregosa
Eu suba sem pavor, calmo e direito,
Me vem da tua boca perfumosa,
Arqueada, como um céu, sobre o meu peito:
Constelando-o de beijos cor de rosa,
Ungindo-o de um sorriso satisfeito...
A imaculada pomba da Ventura
Espreita-nos, o verde olhar abrindo,
Aninhada em teu cesto de costura;
Trina um canário na gaiola, inquieto;
A cambraia sutil feres, sorrindo,
E eu, sorrindo, desenho este soneto.
Valentim Magalhães em Meu Amores...
E além de tudo ela é costureira.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Soneto
Poeta fui e do áspero destino
Senti bem cedo a mão pesada e dura.
Conheci mais tristeza que ventura
E sempre andei errante e peregrino.
Vivi sujeito ao doce desatino
Que tanto engana, mas. tão pouco dura;
E ainda choro o rigor da sorte escura,
Se nas dores passadas imagino.
Porém, como me agora vejo isento
Dos sonhos que sonhava noite e dia,
E só com saudades me atormento;
Entendo que não tive outra alegria
Nem nunca outro qualquer contentamento
Senão de ter cantado o que sofria.
José Albano em Meu Amores...
Senti bem cedo a mão pesada e dura.
Conheci mais tristeza que ventura
E sempre andei errante e peregrino.
Vivi sujeito ao doce desatino
Que tanto engana, mas. tão pouco dura;
E ainda choro o rigor da sorte escura,
Se nas dores passadas imagino.
Porém, como me agora vejo isento
Dos sonhos que sonhava noite e dia,
E só com saudades me atormento;
Entendo que não tive outra alegria
Nem nunca outro qualquer contentamento
Senão de ter cantado o que sofria.
José Albano em Meu Amores...
Soneto da Terça
Quando você se entristece
uma coisa qualquer se me entrista.
um gole de rum a mais que eu insista
é coisa pouca e você não esquece.
quando, porém, se nada teça
vida minha e pobre de artista
você me toca e me diz: desista
meu bom amor, amo-te na terça.
muito bem, tento-te de novo
alma de pombo, espírito de corvo,
sobras-te-me na estação.
volvo-me a ti amor em praia,
soluço de sol, sal de caia —
da casa. só a luz e verão.
Jamerson Lemos em Meu Amores...
uma coisa qualquer se me entrista.
um gole de rum a mais que eu insista
é coisa pouca e você não esquece.
quando, porém, se nada teça
vida minha e pobre de artista
você me toca e me diz: desista
meu bom amor, amo-te na terça.
muito bem, tento-te de novo
alma de pombo, espírito de corvo,
sobras-te-me na estação.
volvo-me a ti amor em praia,
soluço de sol, sal de caia —
da casa. só a luz e verão.
Jamerson Lemos em Meu Amores...
terça-feira, 12 de abril de 2011
O rei.
Escrevo sim
e sempre.
Minto, quase sempre.
Escrevo porque
o arranjar das letras
me faz viajar, sentir.
Escrevo pois ao fazê-lo
atendo ao grande apelo,
que meu consciente
inconsciente,
subconscientemente
faz a todo meu ser.
Por um momento sinto ser
o rei de todo mundo,
que sentimeto profundo
que um mortal pode ter,
que por poucos minutos
por efêmero que é,
acalma os densos vultos
da alma que não quer,
inconscientemente
de tudo o fazer.
Mas isso passa, e rápido
mas também como seria diferente?
Tantos poetas no mundo
cada um com um segundo
o seu
de rei, imperador, comandante.
O universo já foi de tantos
mas neste momento é meu
mesmo que
quando esse poema for lido
já não mais terá sido
do homem que o concebeu.
e sempre.
Minto, quase sempre.
Escrevo porque
o arranjar das letras
me faz viajar, sentir.
Escrevo pois ao fazê-lo
atendo ao grande apelo,
que meu consciente
inconsciente,
subconscientemente
faz a todo meu ser.
Por um momento sinto ser
o rei de todo mundo,
que sentimeto profundo
que um mortal pode ter,
que por poucos minutos
por efêmero que é,
acalma os densos vultos
da alma que não quer,
inconscientemente
de tudo o fazer.
Mas isso passa, e rápido
mas também como seria diferente?
Tantos poetas no mundo
cada um com um segundo
o seu
de rei, imperador, comandante.
O universo já foi de tantos
mas neste momento é meu
mesmo que
quando esse poema for lido
já não mais terá sido
do homem que o concebeu.
Matematicamente Inexato.
São as quatro metades
dos cinco terços
dos dez avos
de meu ser.
Que invocam a totalidade
de todos os 20 por cento,
da dízima infinita
da mutiplicação
dos fatos, atos.
Matematicamente inexatos.
Sinto que dividem-se
nossos caminhos
que se somavam
mas diminuiam
a cada dia. Em todas as
26 horas.
E se somam, outros conjuntos
que não participamos
juntos.
E temos tanto
que somos um
dividindo pranto
Um pranto comum.
dos cinco terços
dos dez avos
de meu ser.
Que invocam a totalidade
de todos os 20 por cento,
da dízima infinita
da mutiplicação
dos fatos, atos.
Matematicamente inexatos.
Sinto que dividem-se
nossos caminhos
que se somavam
mas diminuiam
a cada dia. Em todas as
26 horas.
E se somam, outros conjuntos
que não participamos
juntos.
E temos tanto
que somos um
dividindo pranto
Um pranto comum.
Meu Vento, Meu Tempo
Olho a vida
olho o tempo
que me leva
como vento.
Sou o que sou
triste,alegre,tanto faz
penso na vida e na morte
sou feliz e nada mais.
Vento limpo
vento sujo
vento forte
vem soprando,até a morte.
Minha alma é tão quente
soa,soa feito gente
que de gelo,nunca fica
e de sangue lubrifica.
Suavifico meu viver
mortificou meu morrer
tenho início,meio e fim
sou assim,sou assim.
Pedro Venturini J. Em Meu Amores...
olho o tempo
que me leva
como vento.
Sou o que sou
triste,alegre,tanto faz
penso na vida e na morte
sou feliz e nada mais.
Vento limpo
vento sujo
vento forte
vem soprando,até a morte.
Minha alma é tão quente
soa,soa feito gente
que de gelo,nunca fica
e de sangue lubrifica.
Suavifico meu viver
mortificou meu morrer
tenho início,meio e fim
sou assim,sou assim.
Pedro Venturini J. Em Meu Amores...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Poema Para Tua Partida
Se digo o teu nome,
cem pássaros verdes, todos verdes,
se perdem no espaço de solstício.
Um pássaro disperso talvez pouse
no oásis rubro de teus lábios
e se alimente de beijos esquecidos.
As águias das manhãs
devoram tua presença
que constrói ninhos em meus ombros,
com fios de noites.
Nas amplidões noturnas,
os astros te inventam.
Desces liqüefeita de espaços
e inundas, num dilúvio, o pensamento.
Há um pássaro,
olhos de sal, plumagem de brumas,
que cortando a distância do teu céu
será minha solidão.
Ney Leandro de Castro em Meu Amores...
cem pássaros verdes, todos verdes,
se perdem no espaço de solstício.
Um pássaro disperso talvez pouse
no oásis rubro de teus lábios
e se alimente de beijos esquecidos.
As águias das manhãs
devoram tua presença
que constrói ninhos em meus ombros,
com fios de noites.
Nas amplidões noturnas,
os astros te inventam.
Desces liqüefeita de espaços
e inundas, num dilúvio, o pensamento.
Há um pássaro,
olhos de sal, plumagem de brumas,
que cortando a distância do teu céu
será minha solidão.
Ney Leandro de Castro em Meu Amores...
Até Amanhã
Até amanha, se Deus quiser
Se não chover eu volto
Pra te ver, ó mulher
De ti gosto mais que outra qualquer
Não vou por gosto
O destino é quem quer
Adeus é pra quem deixa a vida
É sempre na certa que eu jogo
Três palavras vou gritar por despedida
Até amanha, até já, até logo
O mundo é um samba que eu danço
Sem nunca sair do meu trilho
Vou cantando o teu nome sem descanso
Pois do meu samba tu és o estrebilho.
Noel Rosa em Meu Amores...
Se não chover eu volto
Pra te ver, ó mulher
De ti gosto mais que outra qualquer
Não vou por gosto
O destino é quem quer
Adeus é pra quem deixa a vida
É sempre na certa que eu jogo
Três palavras vou gritar por despedida
Até amanha, até já, até logo
O mundo é um samba que eu danço
Sem nunca sair do meu trilho
Vou cantando o teu nome sem descanso
Pois do meu samba tu és o estrebilho.
Noel Rosa em Meu Amores...
Assinar:
Comentários (Atom)