domingo, 20 de dezembro de 2009

Ciência...

O ato de conhecer sempre me estranha...
Não consigo entender como ele
pode agir de tantas formas...

Conhecemos tanto, mas não é isso que venho dizer.
Conhecemos tanto, mas sabemos tão pouco.
Nossos ancestrais devem ter pena de nós...
Saturados de informação e com tão pouca inteligência.

Somos da era digital, nascemos com um celular,
temos e-mail, instant messaging, e as mais diversas formas,
mas não sabemos nos comunicar.
Pior,
Às vezes nos omitimos em nos comunicar...
Estamos tão ligados e ao mesmo tempo tão separados...
Tão juntos e ao mesmo tempo tão sozinhos...

Viajamos tão rápido quanto Apolo nos mitos,
Porém muitas poucas vezes temos onde ir...

Falamos todas as línguas, mas
não tocamos muitos corações...

Enfim, às vezes a ciência me constrange....
Concluo:
Sem o relacionamento humano ela não vale nada...
Sem o amor do "relacional" toda ciência se esvai...


Emanuel Miranda em Meu Amores...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Inversão de valores

Na minha infância
não conheci moeda,
senão o celeiro cheio
e as vacas gordas.

Precisava de roupa
trocava algodão por fazenda.
Carecia de aliança
trocava o trigo pelo ouro.

E éramos felizes!

Meus irmãos iludiram meus pais
com a visão dos novos tempos
e modernizaram tudo.
Saíram das tetas das vacas
direto para as teclas dos computadores:
não conseguiram ordenhar as máquinas.

Hoje trocamos dívidas.

Urhacy Faustino em Meu Amores...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Depois de muito tempo volto a postar em Meu Amores... Saudades de vocês leitores...

Em comemoração à minha volta "vai aí" um cordel para vocês. Espero que gostem.

Pergunto

Eu queria uma resposta
Pra essa minha pergunta
Porque eu amo tanto assim
E é só sofrimento que ajunta.

Eu queria tanto entender
Porque é tão difícil assim
Amar tanto quem não me ama
Isso dói e é tão ruim.

Com o olhar ver a pessoa
Mas não consegue ver o coração
Se apaixonar só com jeito de ser
E o mal que fárá essa paixão.

Que só amar a natureza
Assim resposta eu não cobraria
Com certeza eu seria correspondido
E um belo motivo eu teria.

Se você conseguir me responder
Ou dar a resposta que eu tanto quis
Seriamente serei muito completo
E vou viver muito mais feliz.

Dimi em Meu Amores.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Despedida

Por mais que se evite
Uma despedida é sempre triste.

Não se quer dizer adeus,
Nem por alguns instantes,
Imagina o sofrimento,
Com um adeus constante.

A despedida Maltrata, Dilacera.
A alma rompe,
O ser corrompe.

Por mais que se desvie
Um adeus é sempre intolerante.

A despedida
É lástima,
É lágrima,
Drama,
Sofreguidão.

Age direto no ser,
No coração,
Deixando marcas exeqüíveis.

O adeus é o desenlace
De sentimentos,
De presenças.

O adeus é distância que se apresenta,
É a partida desesperada,
É o esquecimento...
Ou a lembrança vaga.

A despedida,
Por mais que se evite,
É sempre triste.

Seres que se separam,
E assim, sofrem,
São vivências que se dissipam.

A despedida
É a tão evitada renúncia,
A tudo o que se pensava ter,
A tudo que se pensava viver.

Uma palavra balbuciada... ADEUS.

Separação, Desilusão, Sonhos desfeitos.
É despedida, Forjada em mágoas,
Em lamentos, Em melancolia.

Uma palavra dita, Sua força...
Nossa fraqueza... O adeus, a despedida!

Só há uma coisa boa na despedida...

Apesar de todas as mudanças, os pedaços que ficam pelo caminho,

Fica a alegia de termos podido viver momentos juntos...


Essa poesia vai para os grandes colegas e amigos que se formam em Dez 2009, na Faculdade de Odontologia, Universidade de Itaúna.